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19 de outubro de 2017

Meu Amor

Meu grande amor quebrou-se...
tantas partes juntas, campo de papoilas
belo efémero ainda...
transcendência a da flor única

2 de novembro de 2015

Amor, Querida

Em Galego (tradução do Google, poderá não ser correta..) Amor Querida son palabras moi vellas e gastos na túa boca pero palabras novas e vivas na miña Amor Querida, dixeches mesmo sen o sentires o dixeches tanto que lle perdiches o sentido e só ficaches coa sonoridade oca nos meus oídos abriron a caixa de música onde o corpo danza en harmonía ea boneca antiquísima canta de alegría Dirás que son as mesmas palabras as túas e as miñas... As miñas quentan nas noites frías e son brisa fresca no verán delas nacen as flores da primavera soltan -se os paxaros e as pregarias cando se parten os buques nas tormentas son os abrazos puros paz deus e a liberdade As túas veñen morrendo ancoradas no pasado con medos e cansaços que che fan baleiro Mira que palabras as vellas avós reciben no colo os netos e como os nenos sorrín aínda antes de coñecer sons sentidos grafia non son vellas palabras son sentidas , vivas e puras como as miñas Julho de 2015

4 de março de 2015


Agora sou entre céu e mar
da terra ninguém virá por mim
não fecho a minha concha deixo fluir...

...

A mesa ainda está posta teu corpo marcado na cama em mim réstia de esperança não te demore o silêncio o amor vai-se desprendendo da espera como no jardim a hera crescendo no desejo de usurpar o perfume da rosa

6 de fevereiro de 2015

Poema...

O corpo agrada-me não as palavras nem o beijo apenas a carne na minha não sabe a música nem o poema não quero que fique apenas a passagem na noite fria na aurora abro-me ao mar virá sentir-me

28 de setembro de 2014

Só mergulho meus olhos no mar calmo jade Claridade! espelha alegre doce sentir criança na vida que começo Vagueira Setembro 2014

21 de dezembro de 2013

Brilho

Atrai-te meu brilho estrelar chegas sacias-te e ficarás a amar-me um dia quando partir sem nunca mergulhares na profundeza dos meus olhos na demanda da tormenta apenas a névoa saudosa do que podia ser ficará contigo

3 de julho de 2013

Procuro

Florbela Espanca Pablo Neruda Al Mutamid escreveram a minha vida antes de acontecer Procuro, sempre procurei - não o útero o olhar o beijo o seio os pássaros as flores o menino-irmão a cal o azul, do vento do mar o Sol a fonte a terra o horizonte o bafo do cão - houve sempre um cão o perfume da laranjeira o cavaleiro andante a alma-gémea, estrela no céu… - todo o sentir o encontro, reino adoração eterno e infinito, a plenitude tudo foi meu! Procuro - não a obra o nome a memória a riqueza a beleza, o que nunca terei nem macho nem homem nem Deus a alma outro mistério, a essência eu Procuro, insaciável onde meu futuro se escreveu. (não para o mudar - falsear palavras minhas dos Poetas: nunca!) Quero dor e espasmo, vir e devir transmutando-me que os poemas maiores em mim se cumpram (inédito, 2013)

2 de junho de 2013

Azinheira

Era papoila viçosa selvagem delicada (ninguém se detém em flor pequena) e foi rosa, botão desabrochando pétalas enebriando corpos em seu perfume


agora azinheira de envergonhada flor de mortiça copa em agachado porte na terra enraizando sempre…


quando chegar o último inverno arderá plena celebrando sua essênciademoradamente

 inédito, Maio 2013)

22 de maio de 2013

Mértola II

Mértola, II


No mais recôndito pátio sente a flor de laranjeira
o jasmim


em terra sagrada sê Digno! 
mouro cristão judeu, nenhum... 

na Medina o último arauto poeta-andaluz 
cativando em versos olhos famintos 
afogueando seus corpos em véus envoltos 
...
e em ninguém confies:
o amparo hoje é a muralha amanhã!

sê o novo Tuareg!
resgata azul ao céu e à cal a sombra
de um beijo esquecido
... 
o cavalo branco espera eternamente

Passinhas desenhou-lhe o mágico labirinto


( inédito, Maio

2013, sujeito a alterações...)

8 de maio de 2013

Vem

Vem
pegar-me ao colo, embalar velar meu sono 
ser guerreiro amo servo
no vazio desbravar mundo novo 

se não estiveres preparado
não for o lugar, não for o momento
o vento devolve meu chamamento

só navio será em meu mar oculto

29 de abril de 2013

.....

Passaram alguns meses hoje
e vivi mil anos
- tanto que acontecera e não sabia

cansada tenho os olhos mais secos
as rugas de seis meses
mas cada dia tem sabor novo

não me prende o braço na cintura
o segredo e a razão alheia
sou nova, bela livre verdadeira

( 29.04.2013)

27 de abril de 2013

sem título ainda----

Apetece-me falar-te ainda
das coisas que recusas
são pássaros voam e nem percebes

- Aprisionas-me no silêncio

mas se ao menos te debruçasses
da varanda para rua 
contemplando o fluir do acontece 


(24.04.2013)

26 de abril de 2013

Apenas quero desenrolar-te o lenço, devagar

Apenas quero desenrolar-te o lenço, devagar


alisando na testa as rugas cavadas pela descrença

afastando os olhos comprimidos para o centro



escalar o nariz e nos lábios oprimidos descansar

detendo-me demoradamente

desarmando o exército invisível que comandas

entrando em teu ser libertando-te/libertando-me



e nem chegarei ao queixo

à covinha que como cisterna fresca me seduz...

7 de abril de 2013

Perdão


Disseste, num impulso, TUDO!
(merecesse ou não...)

colhi a mágoa em meu ser
brotando lágrimas sem razão
(ainda muito imperfeita sou)
... depois respirei respirei respirei
e sem de nada te arrependeres
dou-te o meu perdão

será inconsequente, bem sei
nada do que escrevo lês

2 de abril de 2013

...

Junta os pulsos e abre as mãos
procure cada dedo seu semelhante e toquem-se docemente... 
- nunca unindo as mãos para que livres se renovem
assim éramos nós

aquando do vento forte cada dedo perdeu o par
sem despedida
as mãos sempre abertos e os seus dedos voaram

24 de março de 2013

Fada da Escrita

Hoje fui uma das 30 Fadas nomeadas pela Casa de Chá Perlimpimpim da Praia da Vagueira.
Promovo a Perlimpimpim desde o início porque a considero uma iniciativa de grande coragem e amor pela arte e pela cultura e que dá vida, cor, lazer e fraternidade ao concelho de Vagos e limítrofes.
Para a honra que sinto e que já agradeci, sei que a minha tarefa não será das mais fáceis,,, sou a Fada da Escrita.
Que consiga ter engenho e arte para este desafio que aceitei hoje.
Que as palavras se soltem, que as levem o vento o mar as areias, nomeando a Praia da Vagueira por lugares desconhecidos. 

20 de março de 2013

Primavera - lembrei-me de ti Bela


Primavera.
Hoje lembrei-me de ti Bela.
Podiam ser os campos floridos, o Sol, quem queria que viesse à tardinha, este queimar que tanto é fogo como me gela… podia ser Évora e Diana, os estudantes de batina as freiras, o que haverá que de ti não lembre?!
Mas foi apenas um livro grande em papel rico com o teu nome; uma senhora castelhana escreveu sobre ti, aglutinou poemas e assim fez-se doutorada.

Doutora com sentido estético, pessoa de berço, educação clássica, riqueza: a edição é luxuosa, desenhos, letras de cor…

Terias gostado dum livro assim, merecias livros assim.
Fiquei zangada com o Mundo por ti e teu sentir, em que por mais que teime ainda vejo o meu…

Aquele luxo, aquelas páginas todas eram uma ofensa, quando o ouro o néctar eras/és tu o teu sentir o teu amar o teu fruir... 
Depois pensei sendo a senhora doutorada e tão esmerada deixai-a viver qualquer coisinha…
De ti, a ti, basta o sentir (os poemas) tudo o mais é(seria) inócuo e pouco…

19 de março de 2013

Sinal

Apetece-me escrever... não sei se há amanhã
mas mesmo se houver é de hoje este respirar
o trabalho feito, o cansaço, o Sol, o anoitecer
nada volta a ser igual

Em cada manhã inicio-me
e não sei se ainda irei esperar o teu sinal.
se o fizeres como hoje o esperava 
pode já ser fora do tempo que te dou... 

e assim à cautela escrevo hoje
depois não digas que o Universo não te avisou.

16 de janeiro de 2013

Dorme, meu amigo


Podia ler-te um poema de Al' mutamide... esta noite
reler-te Neruda, uma página sublime de amor
contar-te palavras minhas, sonhadas
não não quero enganar-te
esta terra é pobre e nada assim floresce...

apenas a força de dizer sim ao verbo acontecer
só essa graça te levo

dorme, meu amigo, descansa...
quem sabe se amanhã voas
desamarrando as tuas próprias crenças
querendo como eu à autenticidade do agora

(inédito, Janeiro de 2013)