19 de fevereiro de 2010

Magnólia


Chuva! chuva! chuva!
sem sol dias e dias

cinza o céu o chão o riso o rio

cinza o branco velho do casario


fontes nascentes emergem do granito
e no dilúvio a magnólia floriu
luminosa
como na noite os olhos cinzentos do gato


















fontes nascentes emergem do granito


no dilúvio a magnólia floriu

de branco luminosa

como na noite os olhos cinzentos do gato

Chove chove chove
Dias e dias sem sol

Ericeira, onde o mar é mais azul

Ericeira onde o mar é mais azul
Sei que havia uma canção assim que eu ouvia na rádio quando eu era criança...
O azul do mar conquistou as casas e os equipamentos urbanos, dando-lhe cor e alegria. A Ericeira exibe com orgulho a sua tradição - sem obras caras é um lugar lindíssimo para viver e para visitar. Um exemplo que devia ser seguido por muitos dos municípios deste país.
( Para quem não faz ideia onde fica - situa-se entre Mafra e Sintra mas junto à costa, a norte da Praia das Maças e das Azenhas do Mar.)

Lembra-me Essauoira, que saudades... mas o vento da Ericeira é mais meigo.

10 de fevereiro de 2010

Limpar Portugal a 20 de Março



Vale a pena nossa saúde e pela beleza do lugar onde vivemos
Eu associei-me a estep projecto cívico porque acredito nele.
Vamos lá parar de dizer mal de tudo e empenharmo-nos a fazer alguma coisa em cada concelho
pelo nosso País.

Bem hajam!

5 de fevereiro de 2010

Tânger, é sempre cais de partida

Tânger, Hotel Continental.


Chapéu óculos escuros saltos altos, qual diva represento a minha ausência.

Em cama de cal renovada a buganvília florida é delírio dos pardais, da palmeira leques de brisa fresca…

Olhos presos no Mediterrâneo, da aurora ao pôr-do-sol, os velhos regressam ao passado.
Descalços com o sorriso rasgado, os garotos jogam à bola em algazarra. E partem sem a lâmpada de Aladino na ilusão do brilho dos metais. As mães escondem no véu dor e saudade.

À noite do alto do Riff soam tambores, de Agmât os grilhões do Poeta. Âmbar canela almíscar rosas! Iludida, a dança conduz-me por pátios e fontes.
Acordo ao chamamento.
Delirante, anseio debruçar-me no tapete por um deus que não tenho. Mas como os marujos regresso ao navio. Tânger é sempre cais de partida.

Lavre - Padre Flausino e Padre Carlos

O Senhor Padre José Flausino visitou o meu bisavô e os meus avós quando adoeceram, deu-lhes a extrema unção e acompanhou-os ao cemitério. Ensinou o meu pai para puder fazer a quarta classe e visitou a minha mãe no Hospital em Évora. Casou os meus pais, baptizou-me, deu-me catequese, boleia da escola, fiz com ele a primeira comunhão, a crisma... Mas o que fez comigo fez tantos outros. No seu velho carro não havia limite de passageiros ( e tanto iamos dentro como estavamos a empurrá-lo! ). Ciou a creche e trabalhava o campo para o alimento das crianças. Valeu a alguns que foram detidos pela Guarda, por motivos políticos...
Vivia para os seus paroquianos, servia junto dos seus paroquianos. E quis ser enterrado em Lavre junto deles. Se Deus existe este homem foi por si  Enviado...



Sucedeu ao Padre Flausino o Senhor Padre Carlos - difícil tarefa a deste jovem padre a de suceder a alguém tão bondoso e dedicado. Mas o jovem Padre continuou a sua obra social junto das crianças e idosos, pondo grande empenho na organização da catequese das crinaças e jovens. E muitos seguiram-no com alegria, sendo a sua cumplicidade com os jovens por muitos criticada.... O Padre Carlos trouxe as pessoas à Igreja pela vivacidade e alegria das celebrações. Os seus sermões eram claros evangélicos e actuais. Mas alguns não gostam de ouvir a verdade... Devido à sua intensa actividade ( e diz-se que também devido ao comportamento daqueles de quem seria de esperar apoio... ) adoeceu, tendo que afastar-se ( era Padre em Lavre, Cortiçadas de Lavre, Santana, Foros de Vale de Figueira,Capelão na Escola de Artilharia em Vendas Novas, professor na  Escola Secundária... )


Tantas têm sido as acusações a Padres por práticas imorais e algumas mesmo criminais que é justo relembrar que também existem homens bons na Igreja. Eis dois exemplos.

Gostaria de ver o seu nome destes dois Padres para sempre gravado na memória das pessoas da minha erra e nas suas paredes de cal.
A homenagem devida ainda está por fazer...

1 de fevereiro de 2010

AZENHAS do MAR

É um lugar único. Todos o são, mas há aqueles que nunca mais esquecemos nem se confundem com outros.
É um lugar pequeno mas para conhecer com tempo, é necessário estar nele e não apenas passar por lá. 

10 de janeiro de 2010

S. Gonçalinho

Imagens de mais um lançamento de cavcas na festa de S.Gonçalinho em Aveiro.




Os apanhadores de cavacas estão cada vez mais criativos...
Previam o lançamento de dez toneladas de cavacas durante a festa.

31 de dezembro de 2009

Os Meus Desejos para 2010



A passagem de ano vale pelo menos para nos ajudar a repensar a nossa vida, a formular novos desejos ou sonhos e um rol de boas intenções que depois ao longo do ano tendemos a não pôr em prática.
Esta reflexão sobre o rumo que levamos carece aliás de ser uma constante, para que prossigamos mais próximos daquilo que realmente somos, para que consigamos renascer cada dia...

Aqui ficam os meus 12 Desejos para o novo ano:

1 Para Vagos desejo um maior investimento cultural - Início das obras da Biblioteca, a reformulação da Semana Cultural com novas ideias, e concretização de pequenos projectos culturais ao longo de todo ano ( concertos com Bandas de Música juvenis, exposições, poesia etc. )
2. Para Vagos e Mira um despertar para a necessidade de sinalizar os poços perigosos e remover o perigo através da cobertura, arranjos dos muros etc.
3.Para os Foros de Vale de Figueira desejo igualmente um despertar neste caso da Junta de Freguesia e da população para a cultura.
4.Para Lavre que o alrgamento dos espaços para construção venha aumentar o número de população jovem aí residente e assim muitas coisas boas acontecerão.
5.Para Montemor-o-Novo, apenas que os novos projectos em curso confirmem tragam mais postos de trabalho à população pois, felizmente aqui a cultura não é esquecida.
6.Para o Porto desejo uma maior higiene cívica - o chão não serve para deitar lixo, escarros, cócó de cão...
7.Para a Praia da Vagueira vou desejar clientes para a indústria da restauração, para que esta não perca qualidade.
8.Desejo que a xenofobia muçulmana não se alastre da Suiça para os outros países europeus  
9. Que a paz chegue aos actuais territórios de guerra.
10.Saúde para toda a minha família e amigos.
11.Diminuição da violência familiar.
12.Fim da escravidão ( tráfego de pessoas, orgãos, escradidão doméstica, laboral, dos emigrantes etc)

Alguns dos desejos serão mais difíceis de concretizar do que outros, mas eu acredito que é um grão depois de outro que enche um saco...   

29 de dezembro de 2009

S.Brissos, Montemor-o-Novo




Apesar da chuva e frio, foi possível iluminar o olhar no lugar de S.Brissos, no concelho de Montemor-o-Novo, freguesia do Escoural.
Os frescos do interior da Igreja ficaram para a próxima visita, bem como a imagem de Nossa Senhora do Livramento na Anta Capela.



17 de dezembro de 2009

www.espresso.pt/cronicasfaranaz - a todos um Bom Nata!

Há quem me critique porque não escrevo com periodicidade certa neste blog...
Não me obrigo a tal, nem tuda a minha vida passa po aqui, não sou apenas isto.


Pretendendo desejar aos meus amigos e visitantes um Bom Natal pensei em várias coisas para escrever. De como o Menino Jesus que descia pela chaminé foi sempre forreta e surdo com os meus pedidos, de como criei o Pai Natal para os meus filhos. De como já não suporto estes sósias do Pai Natal que invadem lojas ruas estações... de como detesto os insufáveis, são uma ofensa ao idos dono de renas que na noite de 24 de modo incansável cruza os seus! Com tanto sósia rasca acabam com a magia a qualquer um!
Depois podia falar da corrupçao, essa pandemia pior que qualquer gripe, de como é possível que o vencimento dos gestores bancários aumente apesar da crise... de Darfur do Afeganistão de Guantánamo, dos civis mortos pela Polícia no Brasil... 
Mas não é nada disso que me ocupa o espírito por esta altura natalícia de modo mais perene.
Nada me preocupa mais que o advento da xenofobia que se renova na Europa.
A Grécia já deu sinais sérios de turbulência social. Mas a Suiça num acto de manifesta ignorãncia política hasteou da intolerância religiosa - não há maior rastilho para a morte que este!
Sejamos responsáveise e menos ignorantes.
A liberdade de culto é um direito essencial da condição humana, não deixemos que entre nos se acendam as trevas.
Visitem: www.espresso.pt/cronicasfaranaz
UM FELIZ NATAL

2 de dezembro de 2009

Vagos, continua a morte a espreitar nos poços

Mais um óbito e um automóvel mergulhado num poço no concelho de Vagos a poucos metros da estrada na zona da freguesia de Covão do Lobo...  Deixou quatro filhos, dos quais três menores. ( segundo consta do Jornal O Ponto, edição de 25 de Novembro de 2009).

Apenas para lembrar mais uma vez o descuido que existe com estas fontes de perigo nesta região, como temos repetido e já se analisou mais detalhadamente neste Blog.

27 de novembro de 2009

Borboletas na NET



Esta voará no Alentejo...

Mas agora há borboletas em directo do Jardim Botânico de Lisboa.
Já visitei por duas vezes esta estufa e será sempre um destino quando tenha algum tempo disponível em Lisboa.

19 de novembro de 2009

PRAIA da GRANJA

Granja, villas de charme nome arrebiques nos telhados
janelas rasgadas à claridade
hortenses em caminhos de mar e plátanos

à ida na janela do comboio o sol duplica
e as ondas enroladas de mansinho
lembram rendas em saiotes de anjinho

no regresso já noite escura
Camões entre ninfas e sereias
(que grande o meu cansaço!)
búzios golfinhos violoncelos e arpas dançam
com a lua de prata
Ulisses e Sophia partiram para Ítaca

5 de novembro de 2009

Perlimpimpim, praia da Vagueira



Presépios a partir de 7 de Novembro no Perlimpimpim


2 de novembro de 2009

Os animais não exprimem dor

Em 2007 repentinamente o mais dócil dos Dálmatas tornou-se num lobo enraivecido. Passados menos de 30 dias decidi a sua morte, fora-lhe diagnosticado um tumor no cérebro sem indicação cirurgica. Tem muitas dores, foi a frase que me convenceu de que só o meu egoismo o podia manter vivo por mais alguns dias. Chamava-se Tariq.
Em 2009 a Lua, a felina da minha filha, com dores e também por eutanásia termina os seus dias ~ com o diagnóstico de"sida dos felinos" já em fase terminal que nem sabíanmos que existia...

Recebi este email do Hospital Veterinário do Porto que transcrevo sobre a dor dos animais e os sinais a que devemos estar atentos. Talvez possa ajudar algum dono a antecipar a sua percepção da doença e a minorar o sofrimento do seu animal.
Porque a dor eles sentem como nós.

(Este é o Sol, o meu felino - parece vender saúde, mas será que algum dos seus comportamentos exprime dor?)

Transcrição do texto do HVPORTO:
"

Os animais agem de acordo com o instinto, o que lhes garantiu a sobrevivência até hoje.

Exemplo disso é o facto de os animais manterem secreta qualquer dor ou sinal de doença exterior, para não atrair predadores oportunistas.
Se na Natureza isso lhes pode trazer mais um dia de vida, em casa e tendo disponível cuidados veterinários, os animais têm uma maior hipótese de sobrevivência se os sintomas forem descobertos atempadamente num estado inicial.
Infelizmente não é possível pedir ao nosso animal que aja contra o seu instinto e revele as suas dores.
Do animal, apenas podemos esperar que esconda qualquer dor até ao limite das suas capacidades.
Cabe ao dono ser observador e saber o que analisar, para detectar atempadamente os problemas secretos do seu animal.
Observação
A melhor forma de descobrir aquilo que o seu animal lhe anda a tentar esconder é observar o seu comportamento.
Tudo aquilo que saia da norma deve ser razão para o colocar sob observação e levá-lo ao veterinário, se se justificar.

A dor influencia o apetite do seu animal.
Pese o seu animal regularmente e se notar perdas drásticas de peso leve-o ao veterinário.
Problemas nos dentes, fazem com que o seu animal não consiga mastigar.
Problemas nas articulações fazem com que o animal tenha dificuldade em comer em taças colocadas ao nível do chão.
Outros problemas, tais como infecções, podem causar letargia e falta de apetite.
Locomoção
Todas as doenças articulares provocam dor mas o animal não as vai revelar, excepto em casos extremos.
Observe se o seu animal coxeia, se corre normalmente ou se ele se recusa a fazer exercício ou brincar.
Urinar em casa
Um animal perfeitamente habituado a fazer as necessidades fora de casa ou no seu wc, não urina em casa excepto se tiver um motivo que o justifique.
Caso não tenha havido mudança na rotina do animal, a eliminação imprópria pode significar problemas renais, por exemplo.
Antes de castigar o animal leve-o a um check-up no veterinário.
Agressividade
A agressividade num cão é desencadeada por uma educação deficitária, mas também por problemas de saúde.
A forma de um animal expressar a sua dor poder ser recorrendo a rosnadelas ou, no caso dos gatos, a bufar.
Se o animal evita que lhe toque e recusa carícias leve-o ao veterinário, se não conseguir pegar nele opte por um veterinário que faça serviço ao domicílio.
Fezes
Pode não ser um trabalho agradável, mas é importante verificar as fezes do seu animal.
As fezes podem ser pequenas e consistentes, o que indica que o animal está a aproveitar o máximo da ração.
Fezes moles e descoloridas podem indicar problemas gastrointestinais.
A diarreia está associada aos mais variados problemas que só a análise do veterinário pode identificar.
Check-up
A importância dos check-ups veterinários é assim comprovada pela impossibilidade do animal comunicar dor.
Os check-ups veterinários são geralmente anuais ou semestrais no caso de animais idosos.
Contudo, um ano é ainda um intervalo longo de tempo, o que justifica que o dono se mantenha atento aos sinais de problemas.
Para isso, deve ser capaz de fazer verificações regulares nos seus animais.
O check-up doméstico deve ser feito todas as semanas e não substitui o check-up feito por um profissional.
O que observar?
Olhos
Os olhos dos animais devem ser brilhantes e sem corrimento.
Algumas raças apresentam algum corrimento o que é normal desde que este seja líquido e claro.
O corrimento não deve ser espesso ou amarelado/esverdeado.
Vermelhidão e pálpebras encerradas não são normais.
Ouvidos
Os ouvidos devem estar limpos.
Pode aproveitar o check-up para fazer a limpeza.
Os ouvidos não devem ter feridas, excesso de cera ou zonas mais vermelhas.
Boca
Nem todos os animais se mostram confortáveis com inspecções à boca, por isso deve habituá-lo desde pequeno a este exercício.
As gengivas devem ser rosa e húmidas.
Os dentes devem ser brancos e brilhantes.
Tártaro, zonas inflamadas, hemorragias e feridas nas gengivas ou língua são problemas que devem ser colocados ao veterinário.
Membros
As extremidades são zonas sensíveis, devido às almofadas, e estão expostas a perigos quando o animal sai à rua.
Os membros devem ser verificados individualmente.
Feridas, cortes ou objectos espetados devem ser tratados pelo veterinário.
A zona entre os dedos não deve ter sujidade.
As unhas não devem estar demasiadamente compridas, pois curvam e perfuram a pele.
Leve o seu animal a cortar as unhas regularmente ou se souber como, corte-as em casa.
Pêlo e Pele
O pêlo deve ser macio, caso o animal tenha pêlo liso.
A pelagem deve ser brilhante, sem zonas baças, sem peladas.
A pele deve apresentar uma coloração uniforme sem pontos vermelhos.
Má nutrição e alergias estão por detrás de muitos problemas no pêlo/pele.
Corpo
O animal não deve ser nem gordo, nem magro.
Coloque as mãos sobre a zona das costelas.
As costelas devem poder ser sentidas esfregando levemente, mas não devem poder ser vistas.
Os membros devem ser musculosas.
Percorra o corpo com as mãos à procura de altos ou feridas.
Deve incluir a cauda na avaliação.
Percorra a cauda e observe a reacção do animal.
Este não deve mostrar dor.
Levante a cauda e examine a zona genital.
Esta deve estar limpa.
O check-up não depende apenas daquilo que vê.
Qualquer mau odor, sobretudo da boca e orelhas, pode indicar problemas de saúde.
Em caso de dúvida, relativamente a um ou outro sinal contacte o veterinário e coloque-lhe as questões.
Se for necessária uma visita ao médico, o veterinário pode dar-lhe essa indicação.
Importante:
Os animais podem sofrer de stress, diabetes, problemas cardíacos e uma série de doenças que poderão ser diagnosticadas com precisão e, prevenidas ou tratadas de uma forma adequada se forem identificadas atempadamente.
Website: www.hvp.pt
E-mail: info@hvp.pt

Tlf: 228 348 170

Travessa Silva Porto 174

4250-475 Porto







1 de novembro de 2009

Dia de SÃO NUNCA


Quando era criança e manifestava um pedido ou um desejo diziam que sim, seria no Dia de São Nunca. Já sabedora de que tal dia não existia e me estavam a prometer algo que não pensavam cumprir reagia com desagrado e aí pretendo arrumar com o assunto duma vez diziam-me: " Claro que existe, é no Dia de Todos os Santos"."Será?!..." 
Duvidava mas havia ainda uma esperança mínima, se era dia de todos os santos, nenhum podia ficar de fora e talvez houvesse também um São Nunca, porque não?!... 

Assim - e não obstante se ter convertido o Dia de Festa de Todos os Santos ( feriado nacional ) em dia de romagem ao cemitério, ou seja em Dia de Finados que no calendário corresponde ao dia 2 - para mim hoje é Dia de São Nunca, Santo Padroeiro das Promessas recebidas, das Promessas desfeitas, dos Sonhos impossíveis(?) e daqueles em que teimamos em não querem acreditar que são irrealizáveis... Cada um tem os seus, ainda que profundamente secretos.

O meu Eu materialista traz à luz desta manhã  nublosa, o sonho de ter um automóvel Volskwagen Golf Cabriolet vermelho, com estofos brancos acabinho de sair da fábrica... e logo o meu Eu espirutual me culpa da futilidade e deseja partir por esse Mundo com um regaço infindável de afecto água alimentos medicamentos... Mas é assim mesmo o ser humano, imperfeito, pleno de contradições. E também por isso, de vez enquando, perco-me em sonhos, recuso a realidade, acredito em promessas sabedora da sua não concretização com a infíma esperança de que possa haver um São Nunca...


Não é um sonho?

Dsfunção eréctil - pelo direito ao prazer

Enquanto os cartazes com o rosto dos nossos políticos restem à chegada do Outono e continuam a invadir os nossos dias - por mais que tenham prometido retirá-los no dia a seguir às eleições -, é com satisfação que me deparo com o cartaz da Sociedade Portuguesa de Andrologia que apela para o problema da disfunção eréctil e que, segundo se afirma, afecta em Portugal cerca de 50.000 homens.
Este é um problema ainda tabu para muitos homens, por entenderem estar em causa a sua masculinidade, gerador de mal entendidos e determinante da insatisfação sexual de muitas mulheres.
Por isso é bem vindo este cartaz e a toda divulgação em revistas jornais televisão... etc
Pelo direito ao prazer sexual!
Pelo direito à súde física e mental

22 de outubro de 2009

Rio Douro - da Régua ao Pinhão, com a protecção da Senhora das Uvas





Já conhecia um pouco do Douro, do rio e das suas encostas, mas há muito que era adiado um passeio de comboio ou barco desde o Porto rio acima até que aconteceu este pequeno passeio da Régua ao Pinhão, para lá de barco ( um Rabelo adpatado para fins turísticos ) e o regresso na circulação normal de domingo da CP.
Mas isto bastou para querer voltar e sobretudo para levar mais adiante o passeio, até ao Pocinho, Barca D'Alva, Tua... Ficam algumas imagens ( nem o fotógrafo(a) é bom nem a maquineta a mais adequada) deste lugar único, Património Mundial desde 2001 para aguçar o apetite de quem passe por aqui...
Em meu entender é melhor o passeio de barco, vêm-se as duas margens e demoradamente, embora mais caro. Mas o ideal é ficar nestas paragens pelo menos uma noite, numa das Quintas ou Hotéis. E quem o fizer por estes dias ainda vai encontrar as folhas das videiras a escurecerem, de verdes a alaranjadas vermelhas castanhas... Castanhas maças nozes vendem-se na beira das estradas. E se gosta de conduzir em curva e contracurva ( como eu ) aventure-se ( com cuidado) pelas estradas que ligam as pequenas aldeias... A cada canto um santo protector.  
  
Sou desde sempre uma apreciadora de um bom Vinho do Porto, mais do que dum Vinho Maduro do Douro, por aqui também os há e muito afamados como, por exemplo, os da Quinta da Pacheca. 

13 de outubro de 2009

Apenas um passo na defesa das espécies

Nesta semana profícua em legislação, publicação do Código da Execução das Penas e Medidas Privativas da Liberdade e das alterações ao Código de Processo de Trabalho..., foi também publicada a portaria nº 1226/2009, a 12 de Outubro, dos  MINISTÉRIOS DO AMBIENTE, DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL E DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS.
com o seguinte teor:
De acordo com o disposto no n.º 2 do artigo 8.º do Regulamento (CE) n.º 338/97, do Conselho, de 9 de Dezembro de 1996, relativo à aplicação da Convenção de Washington, sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), os Estados-

-membros podem adoptar e manter medidas mais estritas no que respeita à detenção de espécimes de espécies incluídas nos anexos do referido Regulamento, nomeadamente no sentido de proibir essa detenção ou estabelecer condicionamentos.

A aprovação destas medidas de proibição ou condicionamento o de espécimes vivos de determinadas espécies prende -se, no essencial, com motivos relacionados com a conservação dessas espécies, com o bem -estar e a saúde desses exemplares e com a garantia da segurança, do bem -estar e da comodidade dos cidadãos em função da perigosidade, efectiva ou potencial, inerente aos espécimes de algumas espécies utilizadas como animais de companhia. No n.º 2 do artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 211/2009, de3 de Setembro, que estabelece as medidas necessárias ao cumprimento, no território nacional, quer da referida Convenção quer dos regulamentos comunitários sobre a matéria, encontra -se previsto que a proibição da detenção de
pécimes vivos das espécies consta de lista a aprovar por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do ambiente, da agricultura, da floresta e das pescas.
Dado que o artigo 33.º do Decreto -Lei n.º 211/2009, de 3 de  Setembro, estatui que a regulamentação deve ser publicada no prazo de 60 dias a contar da data de entrada em vigor do referido diploma legal, impõe -se cumprir a obrigação assinalada.


Assim:


Ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 2.º do Decreto- Lei n.º 211/2009, de 3 de Setembro:


...

1.º É proibida a detenção de espécimes vivos das espécies incluídas na lista constante do anexo I da presente portaria, que dela faz parte integrante, bem como dos híbridos deles resultantes.


2.º O disposto no número anterior não se aplica a espécimes detidos por:


a) Instituições científicas, para tal autorizadas pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade


(ICNB), I. P.;


b) Parques zoológicos, na acepção do Decreto -Lei .º 59/2003, de 1 de Abril, após parecer do ICNB, I. P.;


c) Entidades devidamente autorizadas pelo ICNB, I. P., e nos termos do regime de exercício da actividade pecuária, para criação em cativeiro para fins de produção animal;


d) Entidades devidamente autorizadas pelo ICNB, I. P., para criação em cativeiro integrada em projectos de conservação da natureza;


e) Centros de recuperação e pólos de recepção de espécimes dos, devidamente autorizados pelo ICNB, I. P.


3.º A detenção de espécimes de qualquer espécie da


ordem Cetacea por parte das entidades identificadas na


alínea b) do número anterior apenas é permitida quando


se trate de:


a) Espécimes nascidos e criados em cativeiro, incluindo


a 1.ª geração (espécimes F1);


b) Espécimes apreendidos;


c) Espécimes em recuperação.


4.º Os detentores que, à data de entrada em vigor da presente portaria, possuam legalmente espécimes vivos das espécies incluídas na lista constante do anexo I, bem como híbridos deles resultantes, devem proceder ao seu registo no ICNB, I. P., no prazo de 90 dias, não sendo permitida a aquisição de novos exemplares nem a reprodução daqueles que possuam no momento do registo.


5.º Os detentores de espécimes das espécies listadas no anexo II da presente portaria, que dela faz parte integrante,


têm de ser maiores de idade e registar os espécimes detidos no ICNB, I. P. 468 Diário da República, 1.ª série — N.º 197 — 12 de Outubro de 2009


6.º A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.


.... 

*

E em anexo seguem-se as espécies.

Talvez  esteja para breve, por exemplo, o fim do cativeiro de fome do rei da selva nos circos.  
Só que logo em seguida são publicados diplomas autorizando novas reservas de caça, alterando normas relativas à emissão da carta de caçador, demonstrando que não existe o mínimo propósito de acabar com esta prática selvagem sobre outras espécies.

Não não me venham com argumentos de que é uma prática humana milenar a preservar - senão alguns de nós também deveriamos viver em cavernas tal qual as do paleólitico para preservar o homem dessa época. Não me venham com o argumento de que a caça serve de suporte alimentar àqueles que vivendo em zonas rurais dispões de menos meios económicos. Somem o preço da carta de caçador, licença de uso e porte de arma, licença de caça, preço da arma de caça, sustento de cães, anuidade na reserva de caça ou pagamento por caçada em reserva turística... e depois comparem com a RMN ( 550,00 euros/mês). Será que são os mais pobres que se dedicam à caça no nosso país? Evidentemente que não! E é por isso mesmo, pelo interesse económico de uns e pela influência política de outros que a caça continua...
E não me venham ainda - tal MST ( neste contexto estamos nos antípodas) - com o argumento de que na caça o mais importante é a maresia o cheiro a terra o silêncio o convívio as almoçaradas...
Experimentem levantar-se à mesma hora equipar-se com botas cantil e caminhar pelos mesmos lugares... Aí sim, podem escutar o silêncio! Ou, se preferirem, surpreender-se com uma ninhada de coelhos estiraçados ao sol, seguir o rasto das perdizes... Máquinas fotográficas também não são incompatíveis, nem intercâmbio de imagens. E quanto a almoçaradas há tantos pretextos, para a ementa sugiro açorda de coentros...  

Cresci rodeada de caçadores e ainda existem à minha volta.
Sempre me senti isolada neste meu protesto.
E tenho consciência que estas alterações pressupõem uma alteração cultural ou uma alteração de consciência que leva gerações ou séculos.
È muito difícil lutar contra o poder económico.
Mas sei que na nova geração crescem muitas sementes de mudança - a ecologia faz parte do seu vocabulário.
A minha geração tinha na boca as palavras liberdade e igualdade, como preocupações individuais e colectivas. E há quem nos acuse de ter criado os filhos na abundãncia e desperdício, sem regras sem obrigações....

Mas se não acontecer antes, ao chegarem à adolescência, com a precaridade de trabalho, a asfixia urbana, a mobilidade geográfica, as ameaças da natureza em consequência das condutas humanas, acordarão, por certo, para uma vivência de acção e menos panfletária que a minha..

Tudo evolui, a natureza as sociedades o pensamento... A mudança é constante, mas o ritmo da mudança pode ser lento, tão subtil que nem damos conta, ou veloz como um tufão.
Eu convenço-me de que dentro de alguns anos um tufão terá que cruzar a Terra. 

6 de outubro de 2009

Terra-Mãe

Do Alentejo guardo os melhores aromas e os melhores sabores, o mais belo cante e o mais profundo silêncio, o melhor sono e o mais feliz despertar.
Do que foi, ou é, menos bom tento libertar-me.
Esta imagem é só um exemplo de como a terra amada retribui com frutos divinos.

São marmelos do meu jovem marmeleiro.
É o segundo ano que dá frutos, enormes e aos cachos.
No Outono passado deu apenas um fruto, o mais doce que já comi.

Rui Veloso no Parque Mayer

Dia 3 de Outubro passado vivi momentos emocionantes no Parque Mayer em Lisboa com o concerto do Rui Veloso, sem papas na língua e valorizando o facto de estar vivo.
Vibrei com o arranjo musical de "Xico Fininho", com o público de Lisboa a cantar em uníssono"Porto Sentido"... Aliás a maioria das pessoas presentes, dos avós aos netos, cantaram todas as canções.
Para além da voz do Rui Veloso e da sua simpatia constante, o concerto foi enriquecido com a presença do Zé Nabo e dos demais músicos.
Terminou com um "encore" de quase meia-hora de que a última música foi "Não há estrelas no céu" - talvez a primeira canção que ensinei ao meu filho mais velho e que na altura omitia o "r"( Não há estelas no céu).



Há momentos assim, em que também a mim me sabe bem estar viva.

26 de setembro de 2009

A casa de colmo celta

Uma outra surpresa que vivi na minha recente visita ao Parque do Barroso foi esta casa, ainda por coincidência na terra natal do Padre Fontes e frente à casa onde nasceu.
Tive o previlégio de visitar o seu interior guiada pela sua proprietária que ali viveu desde a sua construção até há poucos meses atrás. Mostrou-me a única divisão da casa - cozinha, despensa, quarto para o casal e para as cinco filhas que ali criou. 
Foi um momento memorável de que não me sinto autorizada a revelar alguns dos pormenores.
Todas as casas da adeia eram assim e ainda se notam vestígios em muitos lugares mas esta é a única que se mantêm de pé.
O burro e um coelho continuam a habitar o reés-do-chão. A parte superior ainda a lenha e a palha. A casa, agora com electricidade, ainda tem a maceira, a arca, o fumeiro ( com três presentos), o escano e o lugar do lume.



Caberá às pessoas da região exigir que este património seja preservado.
Eu não conheço nada assim...     

22 de setembro de 2009

Tribunal de Trabalho do Porto - sito no Palácio de Justiça 6º Piso

O Tribunal de Trabalho do Porto encontra-se instalado actualmente no 6º piso do Palácio de Justiça junto ao Jardim da Cordoaria. Instalação temporária enquanto se aguarda a construção do Campo Judiciário na Lapa... Diga-se que a promessa de mudança para este espaço formulada após a ocorrência do incêndio no Edíficio 701 da Rua da Boavista foi cumprida atenpadamente, a uma semana das eleições e ocorreu mesmo com bastante eficácia. O espaço não é o ideal para um Tribunal de Trabalho, até porque também não foi construido para essa função, mas é seguramente mais sólido mais seguro mais digno e mais confortável ( para os utentes e para quem lá trabalha ) do que um Tribunal distribuído por vários edifícios velhos dependentes de acessos com escadas estreitas de madeira...  

Deste caso ficou-me a mágoa e a angústia de ver arder o meu espaço de trabalho em Março de 2009, mas sobretudo a vivência do egoísmo humano pela contrariedade da mudança agora consumada por aqueles que não estavam mal e por aqueles que tiverem que mudar para outro espaço... Mas o egoísmo é próprio do caminho que o ser humano tem que percorrer no sentido do seu aperfeiçoamento.

Sejamos Benvindos à Cordoaria!

17 de setembro de 2009

Pitões das Júnias

Seu nome invulgar bastaria para nos suscitar o nome de conhecer este lugar do concelho de Montalegre. Mas a invulagridade do nome só faz juz à singularidade desta aldeia e ao espírito ainda comunitário das suas gentes.
A água limpa ainda corre a meio de Setembro de modo a fazer funcionar o moinho no centro da aldeia se preciso fosse e ao forno comunitário só falta encher de lenha e lançar o pavio. Leva 60 pães grandes e mas antigamente só se cozia de mês a mês, pois o direito de usar o forno rodava por todas as famílias e por isso inventaram sistema interessante de guardar o pão ao ar ( ver foto).
Bem perto fica um polo do Ecomuseu de Montalegre, espaço que anteriormente pertencia ao Boi da aldeia. Além da sua função de cobridor o Boi representava a honra, bom nome e valentia de Pitões das Júnias. Tinha um tratador privado, tinha pastos próprios e todos contribuiam para o seu sustento generosamente, porque todos queriam ter o melhor Boi das redondezas que se batesse de frente com os das outras aldeias e o vencesse. Assim se media o valor da aldeia e o valor daqueles que ali nasciam e viviam.
Hoje de vez enquando representam esta luta entre os Bois para a festa das gentes e para passar aos mais novos um pouco da história dos seus antepassados.
O Ecomuseu é ainda interessante pelo seu conjunto de fotografias e com as imagens reais cruzamo-nos a todo instante, tal como com as galinhas ou as cabras presas à corda!
Ali existem disponíveis dormidas e comidas... Já ouvi elogiar o cabrito do "Preto", mas não provei... 
Quero lá voltar no Inverno, "curtir" a neve, o fumo das chaminés e o calor das lareiras...

Encontrei em Pitões das Júnias um santuário religioso e natural enaltecido por Miguel Torga, palvras gravadas em pedra à porta da Junta de Freguesia. Foram as suas palavras, aliás, que me conduziram até lá, descalça de laje em laje. As lajes queimavam, mas à vinda muitas senhoras invejaram e enalteceram a minha facilidade em andar descalça por aqueles caminhos de cabras - saltos altos não são in para todos as ocasiões...   
Imperdível este lugar à beiro do ribeiro, rodeado de carvalhos centenários! Ribeiro que corre transparente ( apetecia-me beber a água) e em quantidade que surpreende. Como descobriram os monges este lugar para edificar o Mosteiro de Santa Maria. Entrar neste lugar, conhecer a cozinha para onde corria directamente a água, reconstruir os dormitórios mentalmente foi uma benção para a minha alma... Apeteceu-me ficar ali, acampar ali a céu aberto entre a robustez do granito e o canto da água...
Há lugares que nos fazem felizes, leves como uma pluma e este assim me fez.