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1 de junho de 2010

Sintra - as fontes

Hei-de falar de Sintra uma outra e muitas vezes.
Não se conhece Sintra num dia nem se fala de Sintra numa página.
Podem provar-se os Travesseiros da Piriquita, conhecer-se o Cantinho de Lord Byron, visitar-se a Pena a Regaleira o Paço da Vila e nada ou quase nada se conhece de Sintra. Há que subir e descer a Serra, perder-se dos trilhos, entrar nos vales proibidos, espreitar o mar e deixar-se levar Atlântico a dentro, descer a Colares e viver o vale, atrever-se à àgua fria da Praia das Maçãs, apaixonar-se pelas Azenhas do Mar, avistar a Ericeira, conhecer os poemas de Fontanelas, o Mucifal Nafarros... e voltar outra vez à Vila e deixar-se levar do banco do jardim no aroma da glícinia, saborear um cálice de Porto como se fosse inglês - com tempo sem olhar ao preço e com aquele à vontade de quem se passeia pelo mundo...

Se eu pudesse escolher, Sintra (serra e mar) seria a minha casa.
Uma casa feita de sonho talvez, onde todos os dias há sol e nevoeiro onde há plátanos fontes riachos rosas e heras entrelaçadas... E os cavalheiros de paletó chapéu preto e relógio de bolso vão de braço dado com senhoras rosadas de saias armadas e chapelinhos de seda e as crianças, sim crianças, são bem nutridas enfeitadas traquinas... E ninguém pede nada, cruzam-se e vergam-se em cumprimentos sorridentes... 
Bem, talvez seja a minha Vida Passada...

Descubram a fonte da foto parem e provem a água.
Ali mesmo me disseram que muitos a procuram na esperança da cura de males do corpo.
A mim faz-me bem à alma.

17 de abril de 2010

Quinta da Regaleira, o poço iniciático

Sintra, o lugar que eu escolheria para viver em Portugal se não houvesse sonhos impossíveis, pela sua serra as árvores a água as quintas os palácios os castelos as ruelas, mas também pelos seus mistérios. E não sei que recomendaria para visitar primeiro em Sintra, se o Palácio da Pena o da Vila o Castelo a Serra... Sei que Sintra não é um lugar que se conheça num dia nem numa semana, por que existe a Primavera o Verão o Outuno o Inverno e porque o seu mistério não se revela a todos por igual nem todo está escrito nos roteiros turísticos para que seguindo estes se encontre. Sintra exige que se ande a pé pelos lugares mais escusos, se pare e se sinta e se reflicta.

Eis um dos lugares, a Quinta da Regaleira, que não se conhece num dia só.
É preciso voltar e reflectir, fazer o seu próprio percurso.
Duvido que alguém regresse igual deste lugar, se sentir a sua beleza e o seu profundo significado espiritual.

19 de fevereiro de 2010

Ericeira, onde o mar é mais azul

Ericeira onde o mar é mais azul
Sei que havia uma canção assim que eu ouvia na rádio quando eu era criança...
O azul do mar conquistou as casas e os equipamentos urbanos, dando-lhe cor e alegria. A Ericeira exibe com orgulho a sua tradição - sem obras caras é um lugar lindíssimo para viver e para visitar. Um exemplo que devia ser seguido por muitos dos municípios deste país.
( Para quem não faz ideia onde fica - situa-se entre Mafra e Sintra mas junto à costa, a norte da Praia das Maças e das Azenhas do Mar.)

Lembra-me Essauoira, que saudades... mas o vento da Ericeira é mais meigo.

1 de fevereiro de 2010

AZENHAS do MAR

É um lugar único. Todos o são, mas há aqueles que nunca mais esquecemos nem se confundem com outros.
É um lugar pequeno mas para conhecer com tempo, é necessário estar nele e não apenas passar por lá.