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11 de junho de 2011

Foguetes

Sou a favor da preservação de costumes tradições, da memória do que já fomos...

Mas repetir práticas, mesmo que centenárias, que sejam obsoletas só por automatismo, comodismo ou conservadorismo e que para além disso são inúteis, poluidoras, desperdício de dinheiro e ainda desagradáveis aos sentidos é muito diferente.

Há muito que é isso que penso dos foguetes que se repetem nas festas de cada lugar ou urbe deste país ( e não só) de Norte a Sul, com particular intensidade a Norte e nos fins de semana e na época de verão.
Até há ainda quem diga que o valor da festa vê-se logo pelo número de foguetes lançados!...

Para que servem os foguetes?
Se é para anunciar o começo e o fim da festa, cada um dos seus espectáculos, procissões etc... hoje em dia existem programas escritos, páginas na Net... e as pessoas usam relógios, mais que não seja no telemóvel e os mais idosos até sabem as horas pelo Sol. 
E para tal bastava um foguete e não um batalhão deles de cada vez. 
Se a ideia é competir com a festa do lado ou com a comissão de festas do ano anterior pelo número de foguetes, chegou o momento histórico do ser humano compreender e viver o significado da palavra festa.

Deixar de disparar ruídos e gases, ou diminuir o seu número, só porque são poluidores para os meus ouvidos e para o meu nariz ( e sistema nervoso) não será suficiente.

Mas será que há assim tantas pessoas a quem a descarga de foguetes, sujando o Universo, traz felicidade?!
      

4 de abril de 2009

Ressurreição


Lembro-me de ouvir há muitos anos a gente do povo dizer que o Mundo ia acabar no fim do século. E alguns grupos religiosos de certo modo também apregoavam e apregoam para breve o Fim do Mundo e a urgência da redenção.

Só quando crescemos percebemos que a vida termina a cada instante, que se nasce que se morre, e que a nossa morte pode acontecer sem a esperarmos... E a morte do Mundo, melhor do Planeta Terra, era algo inconcebível. Hoje acredito que até a Terra terá o seu fim hoje, embora num longínquo futuro, mas tenho como certo que o fim do Homem está muito mais próximo... E não por crença religiosa, mas pelo que os factos nos mostram: poluição da terra da água do ar, diminuição dos recursos, aquecimento global...

MUITOS DE NÓS continuamos a agir como se a vida fosse eterna, a nossa e a dos outros. Mas não, este é o último dia do resto da tua vida ( como se diz na canção) e depois deste pode não haver mais nenhum.

Esta frase simples, despida do lustre filosófico religioso ou científico, afirma uma verdade que por ser tão evidente temos dificuldade em valorizá-la.

Mas dela podemos tirar decisões que podem revolucionar o nosso ser e a nossa postura no Mundo.

Celebrar a Páscoa é algo anterior ao Cristianismo.

E não é só no fim do ano que devemos fazer um balanço da nossa vida, com sonhos e promessas de mudança para o novo ano. Na Páscoa temos feriados, dias de descanso em que podemos repensar esquecer um pouco o stress, parar, respirar fundo e olhar para dentro de nós...


Encontrar força para renascer e celebrar a ressurreição(!) do que tínhamos deixado morrer em nós ( um sonho um projecto um agradecimento que não fizemos um abraço que faltou um beijo...) .

Vivemos efectivamente um período difícil ( guerra e fome em metade do Mundo, desemprego por todo o lado, sequestros violações corrupção, a descrédito generalizado nos políticos na justiça na verdade jornalística no sistema de saúde na qualidade do ensino...). Se olharmos para a História ela ensina-nos que alguns dos nossos antepassados sobreviveram a situações ainda mais dramáticas!

Há sempre algo que nós podemos fazer, em cada dia, para nos sentirmos melhor e para que algo ou alguém no Mundo fique melhor. Não é conversa da treta, nem moralismo, nem pirosisse... Experimentem!

3 de março de 2008

O Renascer de Maria



Este é a minha terceira incursão pela blogsfera.
Mantive o nome do anterior blog, mas os propósitos são diferentes.
Apeteceu-me começar do zero, deixar o passado no passado, e começar de novo, renascer, como a cobra que abandona a sua pele e por isso apaguei para sempre os blogs anteriores.
Não porque o passado esqueça, não, mas porque agora é outro tempo com direito a ser vivido em toda a sua plenitude.
Não vou salvar o mundo, mas não me limitarei a conformar-me com ele.
Sei que tenho uma missão a cumprir: a de ser Eu!
Ser eu: não há mais ninguém igual a mim!

Vêde bem, isso não é maravilhoso?! Somos ÚNICOS!
Não me limito a ser o produto das influências genéticas, geográficas, culturais... do lugar e do momento em que nasci, e de como fui criada... eu construo-me cada dia, caindo e levantando-me, chorando e rindo!
Tal como Florbela, sempre senti não ser a Poetisa eleita... mas a poesia é a parte mais bonita de mim, faz parte do meu Ser. Não necessito de ser a Eleita! Só preciso de ser eu...