10 de fevereiro de 2009

Finalmente o direito à morte - Eluana

Flores para Eluana
Neste blog antes desta questão ser notícia já constava, na margem direita, um pequeno texto em defesa da despenalização da eutanásia.

Se calhar neste momento histórico de grande crise económica a nível colectivo haverá muitos assuntos urgentes na agenda legislativa que abrangeram um grande número de cidadãos e, por isso, poder-se-á defender que este assunto não é politicamente oportuno... Anteriormente já a situação não era boa e houve oportunidade para alterar a Lei do Aborto e actualmente não foi arredada a questão do casamento homossexual... Ou seja, importa tomar medidas sim que nos façam suportar a crise económica e social, mas nunca se poderá esquecer que o colectivo resulta da soma dos indivíduos, pelo que as questões da dor humana do direito à vida e à morte nunca poderão ser adiadas com tal fundamento.

Finalmente Eluana ganhou dignidade humana, com a sua morte!

Ninguém tem o direito de me impor a obrigação de sofrer para alcançar uma forma de eternidade na qual não acredito...

4 comentários:

PreDatado disse...

Eu penso que este tipo de causas, apelidadas de fracturantes, não deveriam andar a reboque da agenda política tradicional dos partidos. Não são prioridades, as do dia a dia, as que matam a fome aos povos, mas são as que lhes podem transmitir alguma dignidade enquanto seres humanos. Acho muito bem que haja quem lidere estes processos. E dou os meus parabéns a todos os que se preocupam com eles.
Cumprimentos.

girassol disse...

Quando a vida deixa de sê-lo, deveria passar a ter mais importância o direito à morte. Porque sim... porque a vida só o é se for sentida e vivida em qualidade miníma... e se a própria pessoa ou quem lhe está muito perto, por dentro da alma, sentir que a vida vivida deixou de acontecer... então melhor mesmo é fazer-se que a morte faça valer o seu direito. Melhor mesmo é exigir “rescisão deste contrato temporário a que chamamos vida”.
Assunto delicado mas que tem que ser assumido como importante em termos de discussão e legislação. Nós cidadãos vivos temos esse direito para que em qualquer circunstância em que a vida nos seja limitada possamos dicidir nossa própria saída dela.

Bjinho
Belmira

Lídia Craveiro disse...

Olá. Passei por aqui para te avisar que tenho dois premios para ti no meu blog.

Lidia

Ezul disse...

Em situações-limite, quando as pssoas vegetam ou se encontram num sofrimento irreversível, será o último acto de respeito e de dignidade!
E, contudo, o peso do "se", a crença nos "milagres"...
O confronto com tal decisão será sempre profundamente doloroso!