2 de Dezembro de 2009
Vagos, continua a morte a espreitar nos poços
27 de Novembro de 2009
Borboletas na NET
Mas agora há borboletas em directo do Jardim Botânico de Lisboa.
Já visitei por duas vezes esta estufa e será sempre um destino quando tenha algum tempo disponível em Lisboa.
19 de Novembro de 2009
PRAIA da GRANJA
janelas rasgadas à claridade
hortenses em caminhos de mar e plátanos
à ida na janela do comboio o sol duplica
e as ondas enroladas de mansinho
lembram rendas em saiotes de anjinho
no regresso já noite escura
Camões entre ninfas e sereias
(que grande o meu cansaço!)
búzios golfinhos violoncelos e arpas dançam
com a lua de prata
Ulisses e Sophia partiram para Ítaca
5 de Novembro de 2009
2 de Novembro de 2009
Os animais não exprimem dor
1 de Novembro de 2009
Dia de SÃO NUNCA
Dsfunção eréctil - pelo direito ao prazer
Pelo direito à súde física e mental!
22 de Outubro de 2009
Rio Douro - da Régua ao Pinhão, com a protecção da Senhora das Uvas
13 de Outubro de 2009
Apenas um passo na defesa das espécies
com o seguinte teor:
De acordo com o disposto no n.º 2 do artigo 8.º do Regulamento (CE) n.º 338/97, do Conselho, de 9 de Dezembro de 1996, relativo à aplicação da Convenção de Washington, sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), os Estados-
-membros podem adoptar e manter medidas mais estritas no que respeita à detenção de espécimes de espécies incluídas nos anexos do referido Regulamento, nomeadamente no sentido de proibir essa detenção ou estabelecer condicionamentos.
A aprovação destas medidas de proibição ou condicionamento o de espécimes vivos de determinadas espécies prende -se, no essencial, com motivos relacionados com a conservação dessas espécies, com o bem -estar e a saúde desses exemplares e com a garantia da segurança, do bem -estar e da comodidade dos cidadãos em função da perigosidade, efectiva ou potencial, inerente aos espécimes de algumas espécies utilizadas como animais de companhia. No n.º 2 do artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 211/2009, de3 de Setembro, que estabelece as medidas necessárias ao cumprimento, no território nacional, quer da referida Convenção quer dos regulamentos comunitários sobre a matéria, encontra -se previsto que a proibição da detenção de
pécimes vivos das espécies consta de lista a aprovar por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do ambiente, da agricultura, da floresta e das pescas.
Dado que o artigo 33.º do Decreto -Lei n.º 211/2009, de 3 de Setembro, estatui que a regulamentação deve ser publicada no prazo de 60 dias a contar da data de entrada em vigor do referido diploma legal, impõe -se cumprir a obrigação assinalada.
Assim:
Ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 2.º do Decreto- Lei n.º 211/2009, de 3 de Setembro:
...
1.º É proibida a detenção de espécimes vivos das espécies incluídas na lista constante do anexo I da presente portaria, que dela faz parte integrante, bem como dos híbridos deles resultantes.
2.º O disposto no número anterior não se aplica a espécimes detidos por:
a) Instituições científicas, para tal autorizadas pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade
(ICNB), I. P.;
b) Parques zoológicos, na acepção do Decreto -Lei .º 59/2003, de 1 de Abril, após parecer do ICNB, I. P.;
c) Entidades devidamente autorizadas pelo ICNB, I. P., e nos termos do regime de exercício da actividade pecuária, para criação em cativeiro para fins de produção animal;
d) Entidades devidamente autorizadas pelo ICNB, I. P., para criação em cativeiro integrada em projectos de conservação da natureza;
e) Centros de recuperação e pólos de recepção de espécimes dos, devidamente autorizados pelo ICNB, I. P.
3.º A detenção de espécimes de qualquer espécie da
ordem Cetacea por parte das entidades identificadas na
alínea b) do número anterior apenas é permitida quando
se trate de:
a) Espécimes nascidos e criados em cativeiro, incluindo
a 1.ª geração (espécimes F1);
b) Espécimes apreendidos;
c) Espécimes em recuperação.
4.º Os detentores que, à data de entrada em vigor da presente portaria, possuam legalmente espécimes vivos das espécies incluídas na lista constante do anexo I, bem como híbridos deles resultantes, devem proceder ao seu registo no ICNB, I. P., no prazo de 90 dias, não sendo permitida a aquisição de novos exemplares nem a reprodução daqueles que possuam no momento do registo.
5.º Os detentores de espécimes das espécies listadas no anexo II da presente portaria, que dela faz parte integrante,
têm de ser maiores de idade e registar os espécimes detidos no ICNB, I. P. 468 Diário da República, 1.ª série — N.º 197 — 12 de Outubro de 2009
6.º A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
....
*
E em anexo seguem-se as espécies.
Talvez esteja para breve, por exemplo, o fim do cativeiro de fome do rei da selva nos circos.
Só que logo em seguida são publicados diplomas autorizando novas reservas de caça, alterando normas relativas à emissão da carta de caçador, demonstrando que não existe o mínimo propósito de acabar com esta prática selvagem sobre outras espécies.
6 de Outubro de 2009
Terra-Mãe
Do que foi, ou é, menos bom tento libertar-me.
Esta imagem é só um exemplo de como a terra amada retribui com frutos divinos.
São marmelos do meu jovem marmeleiro.
É o segundo ano que dá frutos, enormes e aos cachos.
No Outono passado deu apenas um fruto, o mais doce que já comi.
Rui Veloso no Parque Mayer
Vibrei com o arranjo musical de "Xico Fininho", com o público de Lisboa a cantar em uníssono"Porto Sentido"... Aliás a maioria das pessoas presentes, dos avós aos netos, cantaram todas as canções.
Para além da voz do Rui Veloso e da sua simpatia constante, o concerto foi enriquecido com a presença do Zé Nabo e dos demais músicos.
Terminou com um "encore" de quase meia-hora de que a última música foi "Não há estrelas no céu" - talvez a primeira canção que ensinei ao meu filho mais velho e que na altura omitia o "r"( Não há estelas no céu).
Há momentos assim, em que também a mim me sabe bem estar viva.
26 de Setembro de 2009
A casa de colmo celta
22 de Setembro de 2009
Tribunal de Trabalho do Porto - sito no Palácio de Justiça 6º Piso
17 de Setembro de 2009
Pitões das Júnias
Bem perto fica um polo do Ecomuseu de Montalegre, espaço que anteriormente pertencia ao Boi da aldeia. Além da sua função de cobridor o Boi representava a honra, bom nome e valentia de Pitões das Júnias. Tinha um tratador privado, tinha pastos próprios e todos contribuiam para o seu sustento generosamente, porque todos queriam ter o melhor Boi das redondezas que se batesse de frente com os das outras aldeias e o vencesse. Assim se media o valor da aldeia e o valor daqueles que ali nasciam e viviam.
Hoje de vez enquando representam esta luta entre os Bois para a festa das gentes e para passar aos mais novos um pouco da história dos seus antepassados.
O Ecomuseu é ainda interessante pelo seu conjunto de fotografias e com as imagens reais cruzamo-nos a todo instante, tal como com as galinhas ou as cabras presas à corda!
Ali existem disponíveis dormidas e comidas... Já ouvi elogiar o cabrito do "Preto", mas não provei...
Quero lá voltar no Inverno, "curtir" a neve, o fumo das chaminés e o calor das lareiras...
Encontrei em Pitões das Júnias um santuário religioso e natural enaltecido por Miguel Torga, palvras gravadas em pedra à porta da Junta de Freguesia. Foram as suas palavras, aliás, que me conduziram até lá, descalça de laje em laje. As lajes queimavam, mas à vinda muitas senhoras invejaram e enalteceram a minha facilidade em andar descalça por aqueles caminhos de cabras - saltos altos não são in para todos as ocasiões...
Imperdível este lugar à beiro do ribeiro, rodeado de carvalhos centenários! Ribeiro que corre transparente ( apetecia-me beber a água) e em quantidade que surpreende. Como descobriram os monges este lugar para edificar o Mosteiro de Santa Maria. Entrar neste lugar, conhecer a cozinha para onde corria directamente a água, reconstruir os dormitórios mentalmente foi uma benção para a minha alma... Apeteceu-me ficar ali, acampar ali a céu aberto entre a robustez do granito e o canto da água...
Há lugares que nos fazem felizes, leves como uma pluma e este assim me fez.
12 de Setembro de 2009
Reamon em Águeda
11 de Setembro de 2009
Vilar de Perdizes
31 de Agosto de 2009
Setembro em festa
Os Jamunas Band na Festa da Vigia ( Vagos) a 19 de Setembro...
E é claro que na Vagueira o Perlimpimpim vai continuar...
25 de Agosto de 2009
Huile D`'ARGAN - Marrocos
10 de Agosto de 2009
BROTAS, a terra do meu bisavô André Alves Salgado
30 de Julho de 2009
As Férias
Vi-os na Expofacic há algum tempo e adorei.
Atenção que eles vão estar no Creto em Agosto e em Águeda em Setembro!
E também o Rui Veloso ainda não desmarcou os concertos do Crato e de Águeda ( e outros, mas a a um destes dois espero ir!)
Entretanto entrego-me ao Sol e ao Mar da mais bela praia do Mundo, em tantos momentos só minha... e à Lua Cheia de Agosto no mais belo céu que conheço, o do meu Alentejo.
Nâo pensem na gripe A, na Ministra da Educação, na conta bancária negativa, não sofram revivendo o passado nem prevendo o futuro... vivam o Agora!
Boas Férias!
29 de Julho de 2009
Luis Filipe Maçarico - o POETA
28 de Julho de 2009
Rui Veloso - rápidas melhoras
Há pessoas famosas que admiramos, outras de que gostamos, algumas que idolatramos e outras que nem sonhamos algum dia tocar-lhes ou sequer vê-las o mais distante que os nossos olhos consigam.
Coloco o Rui Veloso na segunda categoria, gosto muito de tudo o que canta desde o Xico Fininho até hoje, devo ter as músicas todas, sei cantarolá-las com ele, já o ouvi várias vezes ao vivo... "Não há estelas no céu" foi a primeira canção do meu filho mais velho, que eu lhe ensinei.
Não que não o admire, mas é um artista com imagem de gente normal de calças camisa óculos e barriga... e está próximo dos que o ouvem como próximas são as coisas que ele canta... Quero eu dizer que não usa roupa de artista, não precisa de brilhos dar saltos fazer pinotes, para que o que canta me soe bem, me saiba bem... Deve por isso ser um grande artista!
Mas independentemente disso, as suas músicas estão tão entranhadas nos dias da minha vida nas minhas emoções, que para mim ele é decerto mais que pessoa da família.
Por isso sofri tristeza e preocupação pela sua saúde como se têm por um amigo.
Rui, desejo-te rápidas melhoras para que nos possamos encontrar qualquer dia, tu lá em cima do palmo e eu cá em baixo, de preferência numa noite de luar e ainda este verão.
28 de Junho de 2009
perlimpimpim, na Praia da Vagueira





O poeta José do Carmo Francisco ( a propósito dos gatos)
Atento, discreto, pacato. No perímetro da luz, olha a dona. O gato.
No lume aceso com a lenha do barracão antigo, as sombras são afastadas até ao sótão da infância. Aos gatos, sua paisagem, seu povoamento. Que força empurra o gato frente ao sol no castanho-luz do telhado?
Teu gato a quem a chuva proíbe telhados e terraços. Veio do Egipto num navio de Veneza. No Cacém, sorri à dona portuguesa.
Terra trazida. Pequenas partículas de chuva nos limões e nas maçãs, invisíveis memórias de uma terra trazida. Minha terra, perto do teu gato.
Vejo intervalos de sol nos telhados do bairro, humidade permanente a respirar nas telhas como se o prédio fosse um corpo cansado, humano. O gato espreita.
Roubar alguns cabelos teus para fazer cordas de uma guitarra. Suave melodia, frente ao gato.
Há no teu olhar telhados infinitos, memória de paquetes brancos no rio e de sardinheiras vermelhas na varanda ao lado. Luz e calor. Gatos e sorrisos.
Há na tua voz um som que incorpora os sinos de Lisboa. De São Roque à Sé, da Conceição Velha à Madre de Deus. Toda a geografia de um afecto assim reproduzido, junto ao gato na janela.
José do Carmo Francisco
Agradeço ao Poeta a autorização para publicar o que me enviara a propósito do Post dos gatos de Essauoira.
24 de Junho de 2009
Os Gatos de Essauoira





22 de Junho de 2009
Essaouira




18 de Junho de 2009
Marraquexe de Miguel Sousa Tavares

16 de Junho de 2009
Marraquexe, a cidade rosa









3 de Junho de 2009
Morre-se em Alpedrinha
"
Alpedrinha é uma vila que me cativa. Pela sua localização monumental, com a Gardunha, as suas águas, os seus castanheiros e cerejais. Pela sua população tradiconalmente hospitaleira.
Nos últimos tempos, as notícias que chegaram da terra mágica foram amargas.
Três moços que vi crescer, o mais velho deles com 28 anos, puseram termo à vida.
A interioridade e a falta de perspectivas para a Juventude, o vazio que se vai apoderando de todos nós, vão causando danos profundos, desmentindo estatísticas e discursatas.
A realidade violenta destes suicídios, entristecendo o quotidiano pacato de familiares e amigos, não sucedeu no Alentejo deprimido, mas numa Beira Baixa, de onde são naturais Guterres e Sócrates, confrange a ausência de medidas revigoradoras da economia e da solidariedade social. Há um pesado silêncio sobre os problemas.
Toda a nossa província abandonada, de Norte a Sul, com rapazes e raparigas sem emprego, que têm de fugir para tentar melhor sorte, é uma lástima. A alternativa à litoralização (e à liberalização que presenteia bancos falidos com milhões de euros) é ver passar o tempo, consumindo cerveja e televisão. Esta lenta agonia que alguns não aguentam mais".
Sinto os sinos de Alpedrinha nos meus ouvidos, o eco dos gritos de dor na Gardunha, não me apetece a água na fonte do Leão, nem me banharei mais no tanque dos Poetas... A Sintra da Beira não é Sintra se as suas gentes estão a morrer assim.
Encaro hoje a morte como coisa tão natural como a vida, mas o suícidio atinge-me como uma espada delicerante de culpa... Desde os quatro anos que vejo o suícidio tocar-me de perto, familiares, colegas, conhecidos.... A desertificação deixou de ser coutada do alentejo, alastrou-se com as opções políticas dos últimos anos.
Não me revejo na vingança, mas alguém tem que ser responsabilizado pela morte destes jovens... pelo menos politicamente.
E, ao contrário da ideia feita de que não podemos fazer nada, penso que podemos fazer bastante... Podemos começar por votar no domingo, em vez de ficarmos em casa comodamente como se a responsabilidade das escolhas políticas não fosse nossa...
E votando devemos ajuizar bem em que mundo queremos que vivam os nossos filhos, pois como mãe esventrada me vejo nestas mortes de Alpedrinha...
Que cada um ajuize no fundo de si qual o voto certo e o futuro do nosso país pode mudar. Os votos somam-se um a um...
O meu coração bate e os meus olhos choram por Alpedrinha, lugar de afectos.
Mas mesmo que Alpedrinha não vos diga nada, o suicídio de três jovens tem que dizer!
VEMOS OUVIMOS LEMOS
NÃO PODEMOS IGNORAR
é de Sophia esta frase conhecida, mas Sophia não desperdiçava palavras, usava as palavras certas, eram a sua arma...
Cada um de nós tem armas ocultas, não menosprezemos o nosso poder de intervenção no nosso bairro na nossa cidade no nosso país no planeta...
Que o mundo virtual, que tanto nos pode dar, não nos torne em apáticos répteis submissos!
PORTO SENTIDO - 2
Vale-me a sorte de nunca ter caído com sérias consequências, sendo normalmente os joelhos que sofrem. Esta semana cumpri a estatística logo na segunda-feira de manhã, em plena Rua de Santa Catarina no Porto, espalhando à minha volta daqueles envelopes grandes de exames médicos que nesse dia precisava levar comigo. Enquanto caía e pensava que me doía o joelho e decidia levantar-se terá decorrido um segundo, mas há segundos de dão para pensar em muitas coisas. Enquanto eu pensava, "caramba ninguém me ajuda a apanhar os papéis, a levantar etc" eis que vem de longe surge uma velha senhora de braços abertos, empunhando a mala de mão, bradando " tanto cavalheiro e ninguém ajuda a senhora".
Com uma dúzia de anos a menos, eu no meu silêncio do sul pensara de modo mais generalista - homens mulheres jovens... - vendo em todos a mesma falta de humanismo.
Com a ajuda da senhora, que continuava a manifestar o seu desagrado pelo comportamento masculino actual, eu preferia pensar que se eu não estivesse de calças de ganga mas com uma roupinha mais vistosa "algum cavalheiro" teria reparado em mim e me prestado a sua sedutora ajuda. Pois que há lugares e dias em que eles existem, mas a sua actuação carece de condições adequadas para a performance...
Dirão os homens: as mulheres não sabem o que querem! se somos cavalheiros já nos estamos a meter, se usamos da igualdade de sexos somos toscos uma espécie a a bater, se nem sim nem nim somos desinteressantes, se aparece um totó de BMW e salamaleques todas se derretem... Há homens que têm o maior orgulho a sua maior vaidade no seu carro ( como daí depende a auto-estima!) mas não não entendem como é as mulheres na avaliação do outro incluam coisas materiais e ilusórias como o carro que tem... Sim, algumas de nós gostamos de carros! olhamos duas vezes para um descapotável vermelho ( se for a minha marca preferida até olho mais!) - e vezes há que nem vemos quem está ao volante - e sim um desconhecido num Renault a cair ou num Mercedes desportivo último modelo não é, aos nossos olhos, o mesmo homem!... E daí, seremos impuras por isso? são privilégios, características do homem?
A questão da igualdade dos sexos e do que o homem espera ser o comportamento duma mulher e a mulher dum homem ainda está bastante confuso no nosso pensamento.
Se o pensamento é veloz também está marcado por vivências precoces e imbuído de aprendizagens centenárias, cuja alteração carecerá da passagem de várias gerações... Mas veja-se que o meu pensamento já não foi igual ao da senhora que como boa portuense ( uma mistura do conservadorismo e educação inglesa com a força granítica, rude e directa, da mulher do norte) falou alto e sem medo, pugnando pelo comportamento do homem ideal nos valores da sua geração.
Eu mais calada ( eivada do igualitarismo dos sexos ) fiquei-me, pela falta da humanidade de todos...
A geração depois da minha, provavelmente, pensaria que não era caso para intervenção de outrem, seguindo o caminho que é seu, só se detendo dele em caso de alerta vermelho!
A cada geração um pensamento diferente, que para a mesma é o que faz mais sentido...
Ignorantes aqueles que julgam que só o pensar da sua geração é que está certo, que os mais velhos estão ultrapassados e os jovens ainda não sabem o que querem... De certo que muita da realidade lhes está a passar ao lado... Nesta forma de pensar radicam muitos dos conflitos e incompreensões entre pais e filhos, entre professores e alunos...
24 de Maio de 2009
13 de Maio de 2009
Patxi Andión em Portugal
Lisboa - amanhã, Cinema S. Jorge
Porto - Casa da Música, dia 15
Guarda, Teatro Municipal dia 16
Nascido em 1947, impedido de actuar em Portugal por duas vezes pela PIDE, mesmo assim cantou em 24 de Março de 1974 ( um mês antes do 25 de Abril).
Vi-o ao vivo quase dez anos depois no Coliseu de Lisboa.
Patxi Andión voltará a cantar as suas preocupações sociais "num mundo em que cada vez há menos pessoas a tê-las".
"Canto a la madre que me parió", "Canela Pura"... para ouvir outra vez.
7 de Maio de 2009
a 8 de Maio

Sabugueiro - no concelho de Arraiolos


20 de Abril de 2009
IV Semana Cultural de Vagos
IV Semana Cultural de Vagos
(25 de Abril a 03 de Maio de 2009)
Programa no site da Câmara Municipal
17 de Abril de 2009
Ascensor do Lavra
Lavre, minha freguesia natal, é hoje uma pequeníssima vila alentejana, tendo gozado da qualidade de cidade em data anterior ao terramoto de 1755 como o nome de Lavar.
O centenário Elevador do Lavra é o mais antigo transporte do género na capital, sendo classificado como monumento nacional Sejamos justos: sem o elevador, a Calçada do Lavra nada seria e a maior parte dos lisboetas passaria por ela sem lhe ligar grande importância, já que, na base, só de olhar para a sua inclinação, fica um transeunte logo cansado... Sem aquele carrinho amarelo que, paciente, sobe e desce, unindo os baixos do Largo da Anunciada aos altos do Torel e vizinhanças do Campo de Sant Ana, a calçada seria talvez uma espécie de campo de treino para alpinistas ou pista de "escorrega" para garotos dispostos a bater com a cabeça nas lajes do sopé. Basta verificar como, nos períodos em que o elevador pára, para reparação ou por motivos externos, andam todos os seus frequentadores esmorecidos, sem saberem bem que voltas dar para chegar ao cimo da colina.Mas vamos por partes: porquê Lavra? Ao contrário do que possa pensar-se, nada tem o nome a ver com qualquer prática agrícola. Tudo vem do nome de um abastado proprietário que ali teve alguns dos seus bens. Chamava-se Manuel Lopes do Lavre (ou Lavra) e viveu no século XVII. Foi em dada altura tesoureiro da princesa D. Maria Francisca Isabel de Sabóia (a princesa que veio para Portugal para casar com D. Afonso VI e acabou por ser de facto mulher deste e depois também do seu cunhado D. Pedro II). A vida da senhora em questão não foi exactamente um lago remansoso, pelo que o tesoureiro teve de, várias vezes, adiantar verbas de seu bolso para acudir às aflições.Segundo mestre Júlio de Castilho, esta família Lavre granjeara grossos capitais no negócio de carnes. Como no actual Campo dos Mártires da Pátria existiram o Campo do Curral e o matadouro de Lisboa, poderá, sem grande ousadia, imaginar-se que a família conheceria bem as terras em roda, tendo comprado a zona onde hoje se insere a Calçada.Já agora - e como as conversas sobre Lisboa se assemelham a cerejas, que vêm umas pegadas às outras - diga-se que outro Lavre, descendente do Manuel de que falámos, foi fidalgo da casa real. Chamava-se André Lopes do Lavre e exerceu numerosos cargos; foi nomeadamente comendador, secretário do Conselho Ultramarino, alcaide-mor, etc. Uma filha sua, D. Maria Antónia, veio a casar com um vizinho: o morgado de Oliveira, antepassado dos marqueses de Rio Maior. Ora a casa de Rio Maior possuía um palácio na actual Rua de S. José, à beirinha da calçada. E nesse palácio veio a nascer, em 17 de Novembro de 1790, aquele que viria a ser o Duque de Saldanha e teria importante papel na História portuguesa.E poderá completar-se este parêntese relacionado com os Lavre para anotar que nesse velho palácio dos Rio Maior se instalou mais tarde a Escola Nacional, um estabelecimento de ensino privado que teve fama nas primeiras décadas do século XX. Os Correios foram também para as imediações do Lavra, em 1912.Mas antes do Lavre, ou Lavra, a calçada obviamente já existia. A gente do lugar chamava-lhe de Damião de Aguiar. A história é, mais ou menos, a mesma. Este Damião de Aguiar Ribeiro era um importante cidadão lisboeta do século XVI. Chegou a ser conselheiro de el-rei, desembargador do Paço e vereador de Lisboa. Mas, durante a crise dinástica de 1580, após a morte do cardeal D. Henrique e desaparecido que fora D. Sebastião no Norte de África, Damião tomou o partido dos Filipes. Esteve inclusivamente presente na entrega das chaves de Lisboa ao duque de Alba, que as recebeu em nome de Filipe I. Da casa e das terras poucas notícias houve, até que foram parar às mãos da família Lavre.
O monumento (e não se emprega a palavra ao acaso, dado que se trata de um monumento nacional, como tal classificado) da calçada é, como se disse, o elevador. Trata-se do mais antigo transporte do género em Lisboa, quer se fale dos existentes (Bica, Glória e Santa Justa) quer dos já desaparecidos (Biblioteca, Chiado, Estrela, Graça e S. Sebastião). Na verdade, foi, como os seus irmãos, obra do engenheiro Raul Mesnier du Ponsard, português de origem francesa. A inauguração teve lugar em 19 de Abril de 1884 e pode dizer-se que logo começou com largo trabalho: rezam as crónicas que só nesse dia trabalhou 16 horas e transportou mais de três mil passageiros. A novidade podia muito. Funcionava então pelo sistema de cremalheira e por contrapeso de água, isto é: o carro que começava a descida enchia um reservatório de água, colocado no tejadilho. Dado esse peso suplementar e a força da gravidade, o carro descia e fazia subir o outro. Mais tarde, o sistema foi substituído pelo vapor. Em 1915, procedeu-se à electrificação.
Muita gente continua a utilizar o centenário elevador, meio mais prático e directo de subir a colina de Sant Ana. Sem que quase ninguém se lembre da família Lavra que deu nome a tudo aquilo... "
4 de Abril de 2009
Retalhos de um ex-combatente [VISUALIZA��O DO BLOGGER]
Ressurreição

17 de Março de 2009
21 de Março - Viva a Poesia
Aqui se divulga o programa do Grupo Poético de Aveiro:
"
O objectivo destas actividades consiste em intervir com a palavra dita em vários espaços, procurando chegar a um maior número possível de pessoas.
Aveiro - Inauguração da Livraria Buchholz - Praça Marquês de Pombal -
16h00 Ílhavo - Colaboração com a Confraria Camoniana -
15h30m - Biblioteca Municipal de Ílhavo Comboio Urbano - Aveiro/Estarreja- Estarreja/Aveiro Partida de Aveiro às 15h19 Partida de Estarreja às 15h58
Biblioteca Municipal de Aveiro -17h00 Aveiro - Café Cafeína - 18h00
Todos podem participar. Venha ler o seu poema preferido com o Grupo Poético de Aveiro. "
7 de Março de 2009
2ª secção do Tribunal de Trabalho do Porto - destruída na madrugada de 6 de Março


1 de Março de 2009
A Banda de Vagos Jamunas Band actuou no IPJ de Aveiro

A Banda de Jovens Vaguenses Jamunas Band actuou no concerto no IPJ de Aveiro, music 4 children um projecto do 12º da Escola Mário Sacramento de Aveiro, tendo como objectivo contribuir para a diminuição da mortalidade infantil na Guiné. A actuação foi largamente aplaudida pelo público que enchia completamente o auditório do IPJ.
10 de Fevereiro de 2009
Finalmente o direito à morte - Eluana
Flores para EluanaOs Dias do Amor, antologia de poesia de Inês Ramos
365 poemas de amor, um para cada dia do ano.Poetas portugueses, árabes, italianos, brasileiros... e alguns poetas novos.
Uma ideia da Editora Mistério dos Livros.
Ainda há quem acredite na poesia...
19 de Janeiro de 2009
Ala dos Namorados
Assisti ao penúltimo concerto em Ilhavo em 2008 e acreditei que a Ala sobrevivera à saída de João Gil. O concerto foi muito bonito.
Anunciam-se vários projectos individuais, a que certamente estarei atenta. Mas a mística da Ala terminou, restam-se os Cd's ( felizmente todos). Tudo termina um dia, para que a evolução seja possível...
Obrigada "Ala" pelos bons momentos musicais.
Parabéns Nuno Guerreiro pela voz e pela encantadora presença em palco!
2 de Janeiro de 2009
2009 - pela Paz na Faixa de Gaza
28 de Dezembro de 2008
Jamunas Band em festa de Natal no Sósense
Que 2009 seja o ano da consagração!
21 de Dezembro de 2008
O que é o Natal?


8 de Dezembro de 2008
João dos Santos Pedrogam - Prefácios d'um Poeta

28 de Novembro de 2008
Guika Rodrigues, a pintora
A pintora alentejana Guika Rodrigues ( que saudades de Moreanes!) expõe mais uma vez em Lisboa na Biblioteca Municipal Camões agora com uma pintora da Galiza.
Boa Borte Guika.

O Zé Azinheirinha

Os Foros sao o meu porto de amarragem.Tudo à volta sao recordaçoes,como as Courelas do Portaleiro,infancia.O Monte do Casao,onde nasci e vivi 4 anos,e onde voltei aos 16,e la conheci aquela que viria a ser minha esposa.Mas onde mais gostamos de viver,foi no Monte da Serra à meia encosta com vista para o hoje moribundo Pinhal da Poupa e as cegonhas que todos os anos vinham nidificar.As cegonhas fazem-me pensar na vida que levo desde 1985.As viagens entre os Foros e a Suiça(emigraçao).Isto sem deixar de ter um grande carinho pela Vila de Lavre,os amigos e amigas que là tenho,e tambem os bons momentos da mocidade.Aqui deixo o meu abraço para todos(as).José Azinheirinha.
Beijos Zé também para a tua família. Comenta sempre e vai dando notícias da neve dos chocolates dos relógios do queijo suiço... e que mais?
25 de Novembro de 2008
Como deixei?
como deixei que arrefecesse meu ventre
as mãos a minha pele
a Terra rodasse, fosse dia fosse noite
Lua e Sol não me encantassem?!
como deixei que o céu azul se abrisse
fosse Primavera! as cegonhas voassem
e eu não olhasse?!
como deixei barcos sem adeus no cais
e quem foi meu de mim partisse?!
que fez o tempo para que me entregasse?!
que me deu em troca do que lhe dei?
que veneno tolheu a minha mente?
que pensamento a profanou?
Que fique com este corpo o tempo!
Alma minha, nas velas dos barcos
nas folhas dos plátanos no remoinho
nas areias do deserto... será do vento
17 de Novembro de 2008
Quando a morte não se faz anunciar

15 de Novembro de 2008
8 de Novembro de 2008
Andrea B. vai cantar amanhã, domingo, em Roma
Se eu fosse rica ou tivesse o tapete um tapete voador ( tenho a lâmpada de Aladino mas desconfio que é falsa) estaria lá.
Passo a citar a notícia:
ROMA, 6 NOV (ANSA) - O cantor italiano Andrea Bocelli agradeceu hoje o convite recebido do governo para cantar no próximo domingo, em Roma, durante um evento em homenagem às Forças Armadas italianas e ao 90º aniversário fim da primeira Guerra Mundial. "Agradeço o presidente da República e o Ministério da Defesa pelo convite, vou me esforçar ao máximo para homenagear as instituições do meu país", declarou. Para espetáculo, Bocelli será acompanhado pelo maestro Marcello Rota, e pelo coro lírico sinfônico de Roma, e apresentará o repertório de seu novo álbum, "Incanto", que é uma homenagem às canções que ficaram famosas nas vozes dos maiores tenores da história. "É o repertório de mitos como (Enrico) Caruso, (Mario) Lanza, (Giuseppe) Di Stefano, que ouço desde os tempos dos discos de 78 giros e que continuei a amar passando aos LP, aos cassetes, aos CDs e aos computadores", revela o cantor italiano. "Conheço estas composições desde sempre, é uma das raras vezes em que não tive que estudar muito para me prepara", relata Bocelli. Famoso também nos EUA, o italiano já cantou para dois presidentes norte-americanos. "Cantei para Bill Clinton e para George W. Bush. Com Clinton, estabeleci uma relação pessoal e ele me convidou mais vezes para cantar para sua fundação", afirmou. Contudo, o cantor evita polêmica sobre a vitória do democrata Barack Obama nas eleições dos EUA. "Não me sinto em condições de julgar os eventos da política de um outro país, porém, eu me impressiono como a eleição do novo presidente tenha despertado em todos a esperança de uma mudança", opina. (ANSA) 06/11/2008 13:29
4 de Novembro de 2008
Levam gaivotas na proa
Levam gaivotas na proa
cortam ondas com mestria
no convés vai vinho, broa
bacalhau a rarear...
Levam nos olhos a esperança
nas mãos toda a força:
Quanta a força do mar!
Na volta não há descanso
há bacalhau para tratar
Presa a âncora
há saudades a lembrar...
Breve partem p’o degredo
nome que dão ao mar
Já com os ossos presos em terra
há histórias dos Lobos do Mar
e o calor da branquinha
p'ra as saudades matar.
24 de Outubro de 2008
A crise económica -Portugal Obama e a insanidade
Mas até o mais distraído dos seres consegue percepcionar que a Terra-política está de pernas para o ar há demasiado tempo. O Governo Português, e os seus nomeados-dependentes, ainda não assumiram, com seriedade, a crise financeira mundial! Chegaram a negá-la e depois que nos viesse a atingir... Negaram-na porque não a entendiam ou isso podia prejudicar a sua cotação nas sondagens ou porque não sabiam como enfrentá-la?.... Agora anunciam-se medidas ridículas como o 13º do Abono de Família e apela-se à poupança das famílias. Como se as famílias com o nível de salários em Portugal, o desemprego, os aumentos das prestações de empréstimos tivessem algum dinheiro para poupar!
Este apelo é aliás contraproducente para a economia e para a criação de empregos... Mais, como é que alguém tem vontade de se sacrificar ainda mais quando o que se antevê não é a resolução dos problema da pobreza, melhores cuidados de saúde... A mim parece-me que o receio generalizado é de que tudo pode vir a ficar ainda pior do que está. Se assim é, deve cada um de nós prescindir de uma ida ao cinema, ao futebol, um passeio à beira-mar ao domingo, um pastelinho de Bélem...
e amealhar os cinco "euritos"?
É que o povo português não gasta o dinheiro em automóveis de luxo, festas nas docas, iates.... Veja-se que há dias um estudo europeu afirmava que em Portugal nos últimos anos aumentara o fosso entre os pobres e os ricos, o que não acontecera na quase totalidade dos países!
Mas vem aí o Salvador do Planeta, Obama, o Desejado.
Ainda não compreendi verdadeiramente esta paixão que se alastra aos políticos portugueses pelo Candidato à Presidência da Casa Branca. Bem muitos dizem que é o homem mais poderoso do mundo... Eu não tenho tanta certeza, por detrás do Presidente dos EUA há sempre homens com interesses ainda mais poderosos.
Já ouvi dizer que é um marco de grande modernidade, o facto de ser eleito um negro!
Caramba como discriminação racial persiste! Ser negro branco amarelo ou assim a assim devia ser coisa que nem se notasse, ainda mais num país que se diz tão livre democrático, um país novo fruto da vida de tantas cores... E lembre-se que se disse que a H. não tinha possibilidade de ganhar porque era mulher e os americanos ainda não estavam preparados para ter uma mulher na Presidência, por mais activa Senadora que tenha sido, conhecimento dos meandros internacionais...
Por mim, não faço escolha, nem me compete.
Também não faço clac à distância porque não tenho fundamentos sérios pra o fazer. Esta propaganda dos políticos portugueses parece-me uma colagem antecipada ao vencedor, tirando daí para eles próprios uma imagem pública de vencedores. Por outro lado enquanto todos se distraem com a causa não é preciso encarar a crise nem pensar em soluções...
O jovem Rei D. Sebastião não regressou e nem será agora que o fará, apesar da imagem ainda jovem de Obama. Depois a perseguição do Islão além fronteiras e das derrotas, como o Soberano por lá ficou buscaram-se novas terras em novos mares e outras gentes para dominar... Agora estamos, mais uma vez pendentes do Desejado, só que com a cor da pele dos escravizados, talvez a seguir num corpo de mulher!... ´
Na velha Europa, algumas das mulheres já tomaram as rédeas e aguentaram-se em cima do touro.
13 de Outubro de 2008
Lavre: alunos e familiares em confraternização com o seu professor e esposa.

29 de Setembro de 2008
18 de Setembro de 2008
Estação de S. Bento e o país real
21 de Agosto de 2008
18 de Agosto de 2008
A Alma Gémea ( José Saramago e Pilar del Rio )
são felizes os pássaros... tão inteligentes!
8 de Agosto de 2008
28 de Julho de 2008
Jardim Botânico do Porto - encontro com a mágica infância de Sophia







21 de Julho de 2008
Falsos Blogs - mediocridade
A Blogosfera é um mundo maravilhoso de encontro de informação de crítica de criatividade... E também no nosso planeta é assim maravilhoso quando nos mobilizamos com esse mesmo espírito de encontro de informação de crítica de criatividade... Mas tal como na nossa vivência terrestre estamos sempre a confrontar-nos com a cobiça a inveja a injúria o plágio... também na blogosfera há mentes que se regem pela mediocridade. Assim em vez de trazerem algo de interessante e de renovador limitam-se a copiar palavras alheias a fazer comentários ofensivos e a criar falsos perfis e falsos blogues só para acederem ao direito de comentar. Quem anda pela blogosfera já se cruzou com estes seres e já visualizou muitos comentários apagados.
Mentes mesquinhas, primatas que se arrogam de humanos. Alguns da nossa roda de amigos e conhecidos vestem a pele de cordeiros, gritando aos quatro ventos pela arte ecos a poesia a liberdade o amor a verdade... Odeio a mediocridade!
8 de Julho de 2008
22 de Junho de 2008
Lavre, a minha terra





20 de Junho de 2008
Nascidos a 18 de Junho



9 de Junho de 2008
2 de Junho de 2008





Todos prestamos atenção e nos impressionamos quando vemos ouvimos ou lemos sobre a insegurança das minas deixadas nos campos de guerra e o seu deflagrar matando ou mutilando crianças e adultos. Várias figuras mediáticas têm denunciado estas situações. Todos nos recordamos de imagens da Princesa Diana em viagem a África com crianças negras mutiladas. E não notamos as armadilhas que estão perto de nós, à nossa volta.
Em criança convivi com dois poços um para abastecimento doméstico em que a água era tirada com uma roldana e o outro mais afastado de maior diâmetro e muro de protecção mais baixo (semelhante á maioria das fotografias aqui apresentadas) para rega da horta e lavagem das roupas. A água para beber e cozinhar era trazida todas as tardes duma fonte de uma propriedade próxima em cantaras de barro pela minha mãe, uma á cabeça e outra no quadril. Eu também tinha uma cantarinha mais pequena…
O primeiro poço era próximo de casa e recordo-me de tirar dele água com o balde que não podia encher porque senão o peso puxava-me para o seu interior. A minha mãe sempre me recomendou os cuidados a ter até porque (era eu bebé) na sua abertura um primo meu ainda criança na sua brincadeira inocente empurra o meu pai para dentro do mesmo que ainda jovem conseguiu agarra-se de modo a tempo de ser socorrido… Este poço tinha o “gargalo” alto e eu só em bicos de pés conseguia espreitar lá para dentro e ver as rãs ou o seu fundo seco no verão. À noite parecia que ouvia mesmo o cante da sua Moura Encantada e quando ficava seco sofria por pensar que ela devia estar em sofrimento pois nem cantar se ouvia…
Do poço mais largo eu tirava a água para o tanque na companhia da minha mãe com uma bomba manual de madeira. Neste poço inicialmente viviam rãs e peixes pois ficava sempre um lago de água que não se conseguia tirar. Com anos seguidos de seca até esse lago se evaporou…
Ainda criança a primeira vez que soube o que era o suicídio foi por um relato duma mãe que se suicidara e matara previamente os dois filhos num poço semelhante a estes. Na altura não sei se fiquei ou não com receio, mas pelo menos isso não me retirou o interesse que sempre tive por poços e fontes, penso eu mais que compreensível para quem nasceu numa terra sempre com falta de água como era o Alentejo de algumas décadas. A água é fonte de vida e a sua poupança e preservação são inadiáveis, o que em nada contende com a necessidade de prevenir acidentes.
Na minha vida profissional, nomeadamente nos onze anos à frente do Ministério Público em Vagos e Mira convivi com várias situações mortais de adultos e uma criança ocorridos em poços. Não referirei os nomes dos falecidos, a localização concreta do poço ou outro elemento pelo respeito nem utilizarei imagens dos mesmos devido à sua memória e à privacidade de suas famílias. Refiro apenas algumas dessas situações com o único objectivo de prevenir outras mortes.
Se repararmos quase todos os terrenos dentro e fora das localidades possuem um poço de diâmetro largo, a céu aberto, morado com blocos de cimento ou de tijolo, muitas vezes encoberto por ervas e arbustos e outras nas proximidades de escolas, estradas, ruas, espaços de brincadeira.
Muitos muros de protecção nem atingem o meio metro e talvez metade deles estão em ruínas.
Esta situação não é exclusiva de Vagos e Mira! Apenas me refiro a Vagos e Mira por ser a realidade que melhor conheço. Mas nos concelhos de Oliveira do Bairro, Oiã, Cantanhede… existem várias situações idênticas.
Existe um poço no concelho de Cantanhede com um diâmetro muito superior ao habitual e pode avistar-se da Estrada que liga Mira a Cantanhede, neste sentido.
Na zona de Estarreja, embora em menor número, as situações repetem-se.
Alguns destes poços ficam no caminho na rua para a escola! A curiosidade das crianças em espreitar para dentro do poço é natural.
Até porque nalguns deles há flores e noutros se ouvem coaxar as rãs.
Alguns já sem protecção são autênticas ratoeiras para quem anda no campo.
Não recomendo passeios pelos campos ou travessias por lugares que não se conhecem. Recordo-me dum jovem que decidiu de madrugada fazer o caminho para casa, entre dois lugares próximos não pela ligação de estrada mas mais a direito pelos campos. Encontrou a morte numa dessas armadilhas. Eu própria há dias foi a um campo dentro da Vila de Vagos tirar fotografias a umas papoilas e só dias depois me apercebi que junto a esse local por debaixo do silvado estava um poço.
A reconstrução dos muros que ruíram, a subida de alguns centímetros na altura do muro de protecção e a limpeza da área circundante são medidas urgentes e próprias do exercício responsável do direito de propriedade.
A subida na altura do muro de protecção evitaria ainda o péssimo hábito das pessoas que ainda cultivam os terrenos de se sentarem no bordo do poço para descansar ou para comer a merenda. Um agricultor fê-lo porque começou a sentir-se mal disposta e nessa situação cai lá para dentro. Outra sentou-se para descansar e um bocado do muro velho ruiu.
Mas há casos em que a reconstrução do muro de vedação não é suficiente.
Há poços na berma das ruas e estradas, dentro e fora das localidades em que qualquer acidente de viação ou uma simples despistagem mesmo de bicicleta pode provocar a queda no poço e a morte por afogamento. Aqui já aconteceu! Numa situação o corpo do condutor dum ciclomotor foi projectado caindo no poço. A autópsia médico-legal comprovou que a morte ocorrera por afogamento e não devido a qualquer traumatismo. E conheci situações em que (por sorte) o corpo ficou aquém alguns centímetros…
Nestas situações a cobertura é imprescindível.
Junto à estrada Nacional 333no entroncamento de estrada de terra batida à saída de Sósa, lado esquerdo no sentido Sósa-Palhaça, existe uma situação curiosa em que apenas metade do poço foi coberta.
A cobertura é a solução ideal. Pois só a cobertura em cimento ou rede resistente protegerá seguramente pessoas e animais. Mas só a rede resistente bem segura e de malha apertada protegerá seguramente pessoas e animais.
Tenho um gato chamado Sol. Se os gatos têm sete vidas, o Sol já gastou pelo menos uma… Foi salvo por um agricultor que ouviu um barulho esquisito dentro do poço e o conseguiu tirar da água quando já desesperado ainda mantinha as duas mãos agarradas ao tijolo da parede. Chegou com o pêlo totalmente colado ao corpo e foi tal o susto da caçada, da aventura amorosa ou do simples passeio (não fala!) que durante alguns dias não quis sair do sossego do lar. Se os poços tivessem cobertura também os gatos e cães estariam protegidos…
Não fique indiferente, pode verificar o que existe perto de si e conscencializar as pessoas para os perigos existentes. Vemos ouvimos e lemos, como afirmou Sophia, não podemos ignorar.
1 de Junho de 2008
Foros de Vale de Figueira







22 de Maio de 2008
Os Cadernos Secretos do Prior do Crato

Há algo de surrealista nesta história da corrupção no futebol! E não é segredo que gosto de ver um bom jogo e até torço pelo FCP! Mas se há corrupção há que combatê-la, onde quer que exista, mas com as proporções da mesma… E digo mais: toda esta dimensão da publicidade tem reforçado e não diminuído o prestígio popular dos acusados…
Mas a vida privada dum cantor, duma prostituta, duma figura do jet set não vende menos.
As pessoas precisam de prencher os seus vazios pessoais, matar a sua fome de vida, com estas histórias de êxito e sensações… Livros a sério dão que pensar e pensar pode doer ainda mais e tornar a vida diária ainda mais penosa. As pessoas em geral precisam de momentos de evasão das suas próprias vidas, o que conseguem nomeadamente através destas histórias, da telenovela, das revistas de moda e de viagens dos jogos de futebol e das intermináveis discussões futebolistícas…
Sinceramente tentei calar-me, passar ao lado, esquecer quanto me é impossível publicar um livro de poesia, não me irritar… Mas ontem, quando vi que no Canal 1, a seguir ao jogo do Chelsea-Manchester, a entrevista da Judite de Sousa ao "Sargento" imediatamente após a publicação do seu Amo-te Filha “passei-me”!
Este caso jurídico igual a tantos outros dramas que correm nos Tribunais de Menores tem tido uma divulgação tão despropositada quanto a da corrupção futebolística. Agora um livro e mais esta publicidade acrescida… ( Acrescento que em minha opinião toda esta situação tem sido muito mal conduzida até pelo próprio Tribunal… )
Sinceramente penso que andamos a ser desviados do país real e propositadamente.
Acabei de ler ontem “ Os Cadernos Secretos do Prior do Crato” o mais recente livro de Urbano Tavares Rodrigues. Ia a escrever o último ( no sentido do mais recente) livro de Urbano e depois corrigi porque o último também podia ser lido como se não viesse a escrever mais nenhum…
Adorei este livro, com uma riqueza extraordinária de vocabulário e de tão acessível leitura. Apetece sorver uma página atrás da outra, tal o envolvimento que o escritor nos cria.
De nada vale a publicidade que aqui faço no Blog a este Livro.
Talvez não se venda um único livro.
Urbano ou o Prior do Crato são desconhecidos para a RTP 1 e para as outras televisões jornais e revistas. A sua escrita não interessa… “ e se um homem se põe a pensar”
Campina
A Campina
terra plana plissada por máquinas
sulcando o verde
Mãe de Campinos Forcados Ajudas
Os touros pegam-se de frente!
Homens que se mostram valentes
na Praça desafiando a morte
para êxtase das gentes…
Não amam, medo guardam dentro
desde infantes
14 de Maio de 2008
Capela de Santo Aleixo - Montemor-o-Novo
Páscoa
Jesus na Cruz
Poderosos taparam a entrada
Deus abriu a abóbada
e resgatou o filho
Peregrinos, gente sem nome
uniram os corpos à porta
purificando-se
As Flores da Beira Litoral

5 de Maio de 2008
1 de Maio de 2008
As Rosas da Pedricosa - 1º de Maio


30 de Abril de 2008
Jamunas Band na Semana Cultural de Vagos
27 de Abril de 2008
III Semana Cultural de Vagos




25 de Abril de 2008
Grândola Vila Morena
Tinha 12 anos. Não esquecerei os sorrisos dos soldados fardados no camião quando passaram por nós na Ponte de Lavre o povo anónimo empunhando cravos vermelhos na televisão o dia de recreio na Escola... A primeira vez que ouvi A Grândola Vila Morena.
Existe magia nesta Revolução, feita de um modo quase artesanal por um grupo de militares foi tomada pelo povo de improviso e conduziu a tantas alterações aqui e em África...
Apesar dos meus 12 anos recordo-me de muitos dos momentos seguintes, alguns deles muito negros embora não me envolvendo directamente...
Também não os esqueço!
Ao purismo do 25 de Abril hei-de associar sempre a voz de Zeca Afonso e essa canção que fala dum Alentejo sentido.
13 de Abril de 2008
Mulheres de Trás-os-Montes - Junqueira da Vilariça




Por detrás de um grande Homem, diz-se, está sempre uma grande Mulher. Do que conheço das Mulheres de Trás-os-Montes prefiro dizer que elas estão sempre à frente dos Homens na busca da sobrevivência, sua e da família. Sob a capa duma sociedade patriarcal, nas comunidades rurais existem famílias onde é a Mãe que pela força do seu trabalho se impõe. Essas não descansam nunca, não param ao domingo, cozinham, tratam das roupas de toda a família, limpam e arrumam casas e pátios, cultivam hortas e quintais, criam galinhas coelhos... As de meia idade têm empregos e as que não têm trabalham nas suas terras tantas horas como os homens. As mais novas, ainda com pouco acesso ao ensino superior, procuram no serviço militar e na polícia um ganha pão e o passe para a vida urbana.8 de Abril de 2008
Suicídio
O coração bate bate desordenado, bate bate não ama, cansado de tanto querer ser amado - relógio da vida avariado.
Não há corda junco junca, as traves de choupo dos telhados agora são tapadas de prevenção e ninguém ensina o nó de enforcado nem se devolve à família o usado, leva-o o autor para que sua vontade ateste… Os poços dos montes secaram os da Câmara sendo de todos têm a entrada fechada
Não há escolha, só a espingarda carregada.
Não há beijo ombro abraço regaço, não há ventre útero casa… - não há cuco cante voo asa.
À caixa, em madeira de cerejeira talhada, o bicho pouco a pouco minava, uns furos a mais não surpreendem nada…
Nem farol cruz mezinha responso… nada trará o seu vazio de volta.
2 de Abril de 2008
Saudades do Tarik

Morreste-me! como disse o Poeta
sou dona da tua morte, só minha
Esperavas-me ao entardecer…
eu surgia iluminando a noite
o teu sorriso beijava o meu
Adormece Amigo, no meu regaço
Hei-de enganar o universo
decidir a tua morte antes da dor
Leva-me em sonho
depois não há coisa nenhuma
A alma, se tivesses, seria Minha
30 de Março de 2008
O Gato

Há-de haver explicação para tão repetida harmonia. Por que não um cão?!... Um papagaio?!...
Não, é precioso o silêncio e o cão roubar-lhe-ia tempo.
Já o felino, a liberdade lhe lembra quando desiludido se deixa morrer por dentro...
29 de Março de 2008
Aldeia de S. Gregório - Turismo de Aldeia



Há lugares a que apetece fazer publicidade. Esta aldeia recuperada para Turismo de Aldeia é um deles. A Aldeia de São Gregório demonstra que o ditado pupolar " De Espanha nem bom vento nem bom casamento" está ultrapassado. Eu sou admiradora, aliás, da maior vivacidade e alegria, do povo espanhol... E também nada tenho contra o facto de eles virem plantar olivais e vinha no Alentejo ( desde que para tal não se sacrifiquem os montados! ). 25 de Março de 2008
Sinais Alentejanos
24 de Março de 2008
Alentejo Sem Fim - Páscoa da Minha Redenção
Páscoa da minha redenção
Lilás é a cor da natureza
Potes de amarelo
despejado em giestas...
Verde é a cor do nascimento
Prados!...
Sobreiros negros
a ensombrar a festa!
Tapetes vermelhos!
rosas a forrar oo chão!
Tardes doiradas
em Azul Celeste...
Aleluia! Aleluia!
Deus na Terra
em acto de criação!
12 de Março de 2008
O dinheiro ainda não paga nem compra tudo
Depois dum dia em que o Sol não raia e o cansaço nos quebra já nada se espera de bom, eis que aparece ainda mais alguém para se queixar, quando as portas já se deviam estar fechadas. Levou quase um ano entre o despedimento e a queixa a remoer a remoer...
Há muito que preciso duma caixa de lenços de papel na secretária, há muito que sei que os homens também choram e que por vezes é mais fácil desabafar com uma pessoa estranha do que com a pessoa com quem se vive, há muito que sei que por vezes só estou do outro lado da secretária para ver chorar... E não é para isso que o Estado me paga.
- Gostei muito de estar aqui, foi o que disse quando saiu.
Afinal, mesmo no Inverno ao fim da tarde, o Sol pode raiar inesperadamente...
7 de Março de 2008
DIA INTERNACIONAL DA MULHER - 8 de Março

3 de Março de 2008
O Renascer de Maria
Este é a minha terceira incursão pela blogsfera.Mantive o nome do anterior blog, mas os propósitos são diferentes.
Apeteceu-me começar do zero, deixar o passado no passado, e começar de novo, renascer, como a cobra que abandona a sua pele e por isso apaguei para sempre os blogs anteriores.
Não porque o passado esqueça, não, mas porque agora é outro tempo com direito a ser vivido em toda a sua plenitude.
Não vou salvar o mundo, mas não me limitarei a conformar-me com ele.
Sei que tenho uma missão a cumprir: a de ser Eu!
Ser eu: não há mais ninguém igual a mim!
Vêde bem, isso não é maravilhoso?! Somos ÚNICOS!
Não me limito a ser o produto das influências genéticas, geográficas, culturais... do lugar e do momento em que nasci, e de como fui criada... eu construo-me cada dia, caindo e levantando-me, chorando e rindo!
Tal como Florbela, sempre senti não ser a Poetisa eleita... mas a poesia é a parte mais bonita de mim, faz parte do meu Ser. Não necessito de ser a Eleita! Só preciso de ser eu...

























































