2 de junho de 2013

Azinheira

Era papoila viçosa selvagem delicada (ninguém se detém em flor pequena) e foi rosa, botão desabrochando pétalas enebriando corpos em seu perfume


agora azinheira de envergonhada flor de mortiça copa em agachado porte na terra enraizando sempre…


quando chegar o último inverno arderá plena celebrando sua essênciademoradamente

 inédito, Maio 2013)

1 comentário:

Manuel Cruz Prada disse...

Presença de um amor perdido num sentido sem razão de encontrar a prioridade de compreensão morfológica e sentimental da desorganização implacável em encantos. Que se vê numa desfloração? Imberbe presença do espírito desnudado e sem complexos de mentalizada forma. Num contexto desigual em sentir sensações advindas das diferenças, invisivelmente existentes no corpo de cada um de nós, seres sensivelmente sensuais. Não totalmente libertos de preconceitos inadequados ao pensamento estético feito de falsas aparências, numa notável exuberância de fantasias, as quais não nos damos ao “esforço” de as desvendar perante quem as queira acolher!…

Manuel Cruz Prada
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