15 de novembro de 2010


só serei, como as veredas da neblina
ninguém me contará histórias, nenhum embalo
ninguém semeará ilusão e o desengano
ninguém me esculpirá o ser

só beberei o vinho do meu corpo
não existe a fogueira acesa, a manta alentejana a música
- seria cigana ou perdido do mar a atearia...?!
assim decreto a minha solidão!

esta será em mim a taça mais profana:
a ninguém amo
e Deus, juro, não está dentro de mim

2 comentários:

António Moreira da Silva disse...

Que poema lindo, Poeta.
Um beijinho grande
António

marialascas disse...

Obrigada, bjs