25 de Outubro de 2011

Vem

Quero-te a ti, não o nome nada do que construíste


quero-te nu, como o seio de mãe te acolheu

vestirás a pele do meu corpo


traz mágoas cicatrizes mesmo o cansaço

... tudo se dilui na harmonia

vem remendando o barco subindo as dunas

qual cavalinho de pau cruzando o deserto

teu destino é a praia que se abre nas minhas pernas


na demora de cada dia que passa

o mar avança e leva de mim um grão de areia

e em ti o vazio cresce na cama onde te deitas

(inédito, 2011, maria lascas)

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